terça-feira, 16 de setembro de 2008

Outro Sujeito

O silêncio é meu ópio. Olho para trás e lá estou eu lhe dizendo milhões de coisas, não lhe dizendo nada, querendo dizer-lhe tudo. Talvez eu não devesse ser dos seus e seja a ferida no orgulho dos meus. Você ameaça se repetir num outro sujeito, numa outra oração, a beleza cristalizada sobre o mesmo solo árido. As páginas brancas do livro que se fecha bruscamente. Que página estaria rabiscado seu nome? Por um breve momento eu deixo a venda costurar minha visão e enrolar-se em meu pescoço. Mas é tarde demais para outra sinfonia de um Orfeu desconhecido. Rasgo o pano, lhe ofereço meu ópio e exalto outros que são nem dos seus, nem dos meus.

6 comentários:

Rubens da Cunha disse...

o silencio é um excelente ópio.
muito bom texto
abraços

Sarah Germano disse...

dario duarte, sempre a frente!
ópio são suas palavras, esquece o silencio;
vem pra rua dançar, que hj é carnaval.

Ricardo Imaeda disse...

gostei de conhecer seu blog
um abraço.

Ricardo Valente disse...

O silêncio é cúmplice, companheiro e essencial. Quando um nome chega, ele some. Abraço!

Eduardo disse...

mas afinal,
as páginas estavam em branco.

por que ficamos tristes quando não lemos as páginas que nunca foram escritas?

Gostaria de ter mais lápis em minhas mãos, escrever nos livros de todos.

Maria Clara Moraes disse...

Hora de: ATUALIZAAAAAAAAARRR!!!!!