sábado, 11 de outubro de 2008

Quarto Escuro

Ninguém diz seu nome e
Ninguém escuta quem sou.
Próximo a você pode ser
Qualquer lugar e tudo
Que temos são os olhos fechados.
“O sol nasce em seus lábios”
Pela primeira vez ouço a sua voz.

Não quero saber seu nome, não
Quero dizer quem sou.
Os olhos fechados me
Aproximam de ti e escapo
Indefeso, por todos os lugares,
“O sol se põe em sua boca”
Eu quase lhe revelo meu nome.

5 comentários:

Corso disse...

pô, gostei das colocações...no nível da abstração, é sempre interessante...

putz, Dário...tava pensando justamente o que vc falou lá, antes de escrever o poema, se talvez pudesse ser compreendido assim, nesses termos que o vinícius escreveu...principalmente uma certa idéia filosófica que me cruzou a mente, que eu quero colocar no centro de uma série de poemas...foi bastante perspicaz, teu comment...mas ao longo da execução dessa série, planejo varrer esse espectro pra bem longe, ou enterrar bem fundo no corpo vivo desses poemas, como um motor que se sabe ali, mas que não se vê...não sei ainda...tá difícil decidir...

pô, me confundi no que acabei de escrever aqui...rs

mas de qqr maneira..

abrasssssssss

Ricardo Valente disse...

Dario, você é um teatro, um drama, uma paixão. Abraço!

Rubens da Cunha disse...

excelente troca de vozes, deu um ar enigmático ao poema.
abraços

Vru disse...

é lindo. uma poesia sua. esse por-do-sol hipnotiza....

Senhori Positoni disse...

Muito boa!!!
Gostei dessa... ela passa uma mensagem tão sensual, mas ao mesmo tempo santa sabe? ela não é um sensual profano, não é "sacana"... é poética (óbvio, né?-rsrs) e muito figurativa... pra mim, tece uma cena de beijos.