sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um sonho.

Estávamos num shopping. Passeando. Amigos. Falávamos banalidades de amigos, alternávamos os grupos, sempre que andamos com várias pessoas, ficmaos alternando as ocnversas e etc. Eu me separei de todos num dado momento sei lá o porquê. Eu estava na entrada de um lugar que não sei direito o que era, tinham catracas e um balcão com duas moças e eu comprei um salgado. Depois eu acho você e os culpo. Vocês tinham me largado. Aí vamos ao cinema, eu ainda magoado. O cinema é enorme. As caderias formam um "escadaria" imensa. A Carla senta-se com o Felipe lááá em cima. Eu falo com ela. Aí vou me sentar com vocês. Passo pela Nair, por você, que está ao lado dela, pela Beatriz e pelo Mário. Você se levanta e vai se sentar pulando uma cadeira ao lado do Mário. Sento-me entre vocês. Você e Nair tinham quase se beijado e você mudou de lugar, tímido, contrariado. O filme começa. Eu deitei minha cabeça no ombro do Mário e ao mesmo tempo coloquei minha mão sobre a sua, pensei que você ia tirar a mão imediatamente, mas você não tirou. Nos olhamos. Apenas eu tenho medo. Nos abaixamos e trocamos carícias, escondidos (era um sonho, então era possível se esconder apenas se abaixando) eu, do Mário e você, da Nair. Aí eu te beijo, novamente achando que você fugiria, mas você acaba me dominando. Levantamo-nos. Temerosos. Olhamos para a Nair e para o Mário. Eu tenho mais medo. Nos olhamos e dizemos (no sonho, dizemos por telepatia) para tomarmos cuidado. Deito no Mário novamente, e nos damos as mãos (eu e você). O Filme acaba. A Carla e namorado descem. Nos olhamos outra vez. Ficmaos bem distantes no fim do passeio. Eu vou embora com o Mário. Na caminhonete dele. O caminho é bonito e triste. É um lugar sem casas, sem ninguém. Uma estrada fina, com curvas, num lugar silencioso, só mato, beeem verde, em volta. Eu sinto que o caminho é perigoso. Sei que estou indo para a cidade dele com ele, mas alguém tem algum problema com ele. E observo que ele está preocupado, distante. A caminhonete tem uma cor forte. Laranja? Vermelho? Não sei dizer. Era forte. O sonho acaba com esse ar de incerteza. O que ele fizera? O que eu fizera...
Acordei com o gosto de sua boca dentro da minha e com uma angústia sem fim. Acho que é por isso que escrevo-lhe isso. Confesso que abrandei alguns detalhes, esse sonho todo como lhe conto já é constrangedor o suficiente. Não me julgue louco ou coisa parecida. Aliás, não me julgue. Sonhos simplesmente são sem explicação ou, às vezes...

7 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Seja sempre bem-vindo à rua, meu caro. Hábraços

Vru disse...

Os sonhos. Nunca entendemos. Questionamos e julgamos. Mas... é delicioso.

Bruno Portella disse...

A Terra dos Sonhos tem a expertise de fazer tudo funcionar em nossos sonhos. Mandei meu currículo para lá, no último verão. Ainda espero resposta.

Ricardo Valente disse...

Bom texto! Passando para deixar um abraço! (impressão ou vc está inseguro?)

Cristiane disse...

Agora que vc me ensinou, deixo comentários. O sonho, então... ainda não entendi, mas em todos os posts procuro traços de real.

Rubens da Cunha disse...

gosto muito destes narradores ambíguos ele, ela, os dois...
obrigado pela visita ao Casa de Paragens.

Ricardo Valente disse...

Dario, troquei de endereço poemaEfilosofia.blogspot.com. Abração!