sábado, 30 de maio de 2009

Outro.

Seu nome eu escrevo e apago repetidas vezes.
Tento descrever o que seus olhos vêem e sua boca não diz.
Em alguns momentos eu sinto que sou cada instante desse silêncio que seus olhos denunciam.
Porém, depois eu não sei de nada.
Com a sutileza mais escancarada, eu lhe digo que acredito em todos os seus sonhos e seu semblante mudo me faz todo o sentido.
Mas as palavras que conheço não são o suficiente.
Absorto, num desvario premeditado, assim eu lhe busco.
(E crio você a me buscar)
Eu escrevo e apago, quando duas palavras bastariam...
Seu nome é um segredo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Arder-te.

Onde arde,
Arde breve (e para sempre).
E doar-te é tão impensável.
E, para sempre, arder-te é tão impossível.
Onde é árduo,
Breve e impensável,
Doar-te é para sempre.
Arder-te, imprescindível.
É árduo não arder-te.
Onde arde,
Arde breve (e não se sente).