quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Na Rua

Eu tô ali na rua. Incalto. Perdido. Vadio.
Sei que me observa e que se pergunta de onde vieram os meus passos. Sei que não importa.
Eu tô ali incalto. Anônimo. Paciente. Louco.
Podemos ser um copo de boteco, um disco antigo, uns tantos versos meus, um riso seu, se importa?
Eu tô ali perdido. Manso. Calmo. Breve.
Não sabemos muito. Podemos descobrir. Revelar quase tudo, esconder quase nada. Feche a porta.
Eu tô ali vadio. Puro. Santo. Solto.
Quero te ver onde nós somos iguais. E como nós podemos ser diferentes. E é isso que importa.

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