quarta-feira, 2 de março de 2011

Blume

Todas essas estrelas que eu vejo de noite, lá longe, brilham há séculos sobre esse mundo. Mas é tão mais bonito pensar que elas brilharam antes na noite dela. Menina do futuro, me conta das coisas de amanhã, com sua voz doce. Eu, ontem, sorrirei ao imaginar próxima sua calma desatenta. Um dia essa flor foi para longe, onde o dia era um pouco noite. Pois guardou consigo um pedaço do sol, mas não sabia ela que o sol estava em todos aqueles que um dia, de alguma forma, a conheceram. Aquela leveza dos pés firmes. E sem sol, faça chuva ou faça neve, a flor não ficaria.

Me diz daí o que verei no céu essa noite. Me conta que a noite tem uma cor diferente. E que o dia que a segue nos trará um céu mais azul. Ou, também, não diga nada. Sua poesia está nos pés. Nos braços. Num arco. E no carinho solto que abraça os pontos finais de suas frases. Menina do futuro, rouba a máquina do tempo e vem. Salta até nós, ontem, que te guardei um abraço bem demorado. Vem ao acaso, vem cadente, feito uma coincidência que não se explica. Todas essas estrelas que eu vejo de noite, lá longe, poderiam ser ela.

Um comentário:

Rebi disse...

Dario, você encanta meu lado poético. Encanta, brilha, sofistica, engrandece.

Sou fã-nática eterna.

Beijo