Eu a vi. Os cabelos escuros caidos com liberdade sobre os ombros. As mãos repousadas com calma em seu colo. E no rosto um sorriso pleno de quem conhecia um lugar que não acreditamos existir.
Fui até ela. Tentando caminhar tão suave quanto sua presença. Sentei-me ao seu lado e ela me abraçou demoradamente. Só pessoas como ela, pessoas que nós nunca seríamos, é que sabiam abraçar assim.
Sorri-lhe. Vi nos olhos dela os seus. Mansos. Mas os dela não eram baixos. Aonde ela está, de onde ela vem, ninguém chora. Choramos nós. Ainda aqui, ainda vulneráveis. E ainda não sabemos.
Levantou-se. Movimentava-se como uma música lenta, feita com cordas. E, assim, te fazendo tão dela! Despediu-se de mim com um movimento da cabeça e se foi. Como quem vai embora, mas não acaba.
- Diga-lhe pra que não tenha medo de me acordar. Na verdade eu nem dormi.
Fui até ela. Tentando caminhar tão suave quanto sua presença. Sentei-me ao seu lado e ela me abraçou demoradamente. Só pessoas como ela, pessoas que nós nunca seríamos, é que sabiam abraçar assim.
Sorri-lhe. Vi nos olhos dela os seus. Mansos. Mas os dela não eram baixos. Aonde ela está, de onde ela vem, ninguém chora. Choramos nós. Ainda aqui, ainda vulneráveis. E ainda não sabemos.
Levantou-se. Movimentava-se como uma música lenta, feita com cordas. E, assim, te fazendo tão dela! Despediu-se de mim com um movimento da cabeça e se foi. Como quem vai embora, mas não acaba.
- Diga-lhe pra que não tenha medo de me acordar. Na verdade eu nem dormi.
2 comentários:
e ainda tem coragem de elogiar meus textos!
Tu és a sensibilidade descrita!
Lindo!
Parabéns Dário. Texto perfeito.
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