segunda-feira, 18 de abril de 2011

Tão Bela

Eu nunca vi seus olhos diante dos meus. Mas sei dos desenhos que eles fazem. Sei o que eles veem. E sei tantas coisas que não vejo.

Eu vi palavras suas diante das minhas. Esse traço de mulher bailarina que salta as palavras. As levam e as trazem de volta.

Eu vi seus passos. Lá do meu silêncio, quase sempre triste, eu vi a dança que nunca acaba. Sempre cheia de vontade e palavra.

Eu vi uma mulher com palavras de Lispector, Telles, Espanca. Tão bela, grande no desejo de suas palavras que dizem tudo.

Eu vi uma menina com palavras suas. Uma sobre as outras, me enchendo de admiração. Belinha, sob a sutileza das dores que pinta com flores.

Eu nunca vi seus olhos diante dos meus. Mas sei que isso não tarda. E que poesias virão? Não sei, mas espero poder pintá-las com suas cores.

Um comentário:

Iza disse...

Minha ferramenta se cala
Derramo rosto abaixo minha felicidade
Gotinhas salgadas lavam o sorriso de gratidão.
És poeta meu, e fim de papo!
E você que se cuide, no dia do abraço!