<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298</id><updated>2012-01-22T17:46:25.599-08:00</updated><title type='text'>O Silêncio Nu</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2144047329221016877</id><published>2012-01-15T20:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T21:18:39.113-08:00</updated><title type='text'>O Pássaro, a Semente e a Flor.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu quis lhe contar um segredo. Após eu tomar coragem e uns tantos goles de vinho, eu me virei para te encarar. Mas você já estava se levantando da mesa. Alguém lhe puxava pela mão e você ria. Os seus olhos pequenos se apertavam e sua gargalhada rouca soava fora de tom. Fora de mim. Eu tenho muitas lembranças de coisas que não aconteceram. E numa delas olhamos para o mesmo filme antigo e o nosso choro é cúmplice. Acho que as suas mãos são um pouco menores que as minhas. São elas que eu vejo colorindo a tela em preto-e-branco. Acho tão doce a forma como você se perde no mundo. A sua rebeldia é pura. O seu ateísmo é santo. E o meu segredo vai se desfazendo enquanto você se afasta. Ainda é cedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ladainha ecoava por toda igreja. Os três primeiros bancos eram ocupados por senhoras que rezavam o terço. Algumas delas me olharam quando eu cheguei, mas logo voltaram à prece. Quando paro meus olhos num vitral, a sua pele macia vem à minha mente. O seu cabelo meio claro. O seu jeito meio confuso. Então me lembro do seu olhar etéreo. Da candura castanha. É como se corresse uma criança no fundo dos seus olhos. Um barulho rompe minha lembrança. É uma senhora que se sentara ao meu lado. Ela me pergunta que horas vai começar a missa. Antes de responder à senhora, eu a encaro e sorrio como você sorriria. Volto meus olhos no vitral, mas você não está mais lá. É tarde demais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em praça pública eu disse o seu nome em rimas invertidas para que toda a gente ouvisse. Um velho riu. Um homem ouviu, silente. E uma moça chorou. Eles não sabiam, mas as palavras que eu dizia ali, eram do poema que você tem escrito em seu peito e que nunca foi lido. Fui embora daquela praça exaurido das palavras que eu mesmo inventara. Eu fujo para dentro da noite e faço uma fogueira com os livros que não foram escritos. A madrugada corta como uma lâmina cega. E eu nunca sei quando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2144047329221016877?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2144047329221016877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2144047329221016877' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2144047329221016877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2144047329221016877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2012/01/o-passaro-semente-e-flor.html' title='O Pássaro, a Semente e a Flor.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6575027029960102074</id><published>2011-11-19T18:25:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T18:27:20.993-08:00</updated><title type='text'>Um Texto Simples</title><content type='html'>&lt;div&gt;Eu disse uma vez que seus olhos eram como a noite. Eu os vi numa lembrança que não era minha. Você sorria, estático, então eu encontrei muitas palavras dentro de mim. Eu queria fazer parte de uma lembrança sua. Uma lembrança física. Mas as nossas mãos são as rimas que não se cruzaram.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Visto do céu, o oceano é uma gota. Essas palavras todas já não têm sentido algum. Talvez como essa porção de números num parágrafo que te toma o tempo. Eu já quis saber a resposta, mas hoje eu sei que a dúvida é a poesia mais linda. No fundo do oceano, o tamanho do céu não importa.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O seu olhar é uma noite sem estrelas. Eu me repito, eu sei. Eu cansei de inventar palavras. Então, como naquela música: diga-me o que você quer que eu diga. Ou cante-me. Ou grite-me. Ou sussurre-me. Mas não se cale. Para mim, que digo tanto, o seu silêncio é um demônio preso às minhas costas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Pausa)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Num viés do sonho, eu atirei em ti. Percebi, pois, que atirara no espelho. Era o meu peito que sangrava. E o que doía em mim, em ti era dor nenhuma. O assassinato fora o suicídio. E que lindo perceber tal coisa. Tu, que chegaste num sonho, também num sonho embora foste. Num mundo de caravelas, onde dizes que a Terra é redonda, eu perco-me numa porção de versos decassílabos, e nesse mundo eu não te encontro.&lt;/i&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Pausa)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está longe de amanhecer. E eu sei que quando a noite for embora, você vai fechar os seus olhos. Senhor do tempo. De um tempo que não existe. Essas poesias todas, de alguma forma, são lembranças suas. E quando notar isso, eu lhe peço, me de aquele sorriso que eu vi numa fotografia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6575027029960102074?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6575027029960102074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6575027029960102074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6575027029960102074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6575027029960102074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/11/um-texto-simples.html' title='Um Texto Simples'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8111714898447475139</id><published>2011-11-10T11:42:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T11:43:50.076-08:00</updated><title type='text'>Câmera-lenta</title><content type='html'>&lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;Eu não te amo. E dizer isso não me dói. Porém saiba que sob cada palavra que eu lhe escrevi, eu escondi um desejo latente. Que você não viu. Como numa dança, onde o que lhe encanta são os gestos e as expressões que escapam do rosto, o que eu lhe digo está nos pés da bailarina. Que você não vê.&lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;Um diante do outro, nossos olhos cortam em direções opostas. Às suas costas vejo um céu alaranjado que aos poucos escorre no horizonte. A câmera-lenta é tão melancólica que é quase como se eu chorasse. Mas eu não choro. Procuro nos seus olhos de breu o horizonte que se desenha às minhas costas, porém eles não me dizem nada. Ou eu não vejo.  &lt;/p&gt; &lt;p class="p1" style="text-align: justify;"&gt;Eu tropeço nas palavras que eu não sei escrever, porque os passos da bailarina são dados no escuro. Pensar em você é sempre pensar em outro lugar. Um lugar meio vazio. Eu não sei nada além do seu nome que eu vejo em todos os lugares, de tantas maneiras. Dizer que eu não te amo é a forma mais sincera de te amar. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8111714898447475139?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8111714898447475139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8111714898447475139' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8111714898447475139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8111714898447475139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/11/camera-lenta.html' title='Câmera-lenta'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6817286244392838800</id><published>2011-10-23T18:07:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T18:53:56.547-07:00</updated><title type='text'>Seu Poema Preferido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A distância não é bonita. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sento-me numa cadeira de madeira maciça. Observo os livros apertados na estante larga, como calcificados. Em algum deles está o seu poema preferido, que eu não sei qual é. A cortina aberta deixa entrar uma luz fraca pela sala. O cômodo está amarelado. É o sol que se põe sem pressa alguma. Penso em meia dúzia de versos e em nenhuma rima. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A ciranda roda de olhos fechados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguém vê meu rosto e detêm cada traço meu na memória. No entanto eu não sei quem é, pois meus olhos se prendem a outros traços, de uma pessoa que não sabe quem sou. E roda. Você sorri vagamente, como se não pudesse voltar. Eu queria ir e lhe dizer um poema, baixinho. E eu finjo que esqueço as palavras, para que você as lembre de dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A realidade esconde o que eu sonhei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Você senta ao meu lado, para vermos um filme antigo. Eu divido meu olhar entre você e a tela em preto-e-branco. Os meus dedos entre os seus, os meus olhos sobre os seus, então sorrimos. Calmos. Os instantes que são nossas vidas se cruzaram, enfim, no labirinto que é a eternidade. Depois do filme, com a cabeça em meu colo, você me diz o seu poema preferido.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6817286244392838800?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6817286244392838800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6817286244392838800' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6817286244392838800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6817286244392838800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/10/seu-poema-preferido.html' title='Seu Poema Preferido'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8415405325104434107</id><published>2011-10-06T18:15:00.000-07:00</published><updated>2011-10-06T18:19:31.317-07:00</updated><title type='text'>Que você não vê</title><content type='html'>Eu não tenho medo da distância física.&lt;div&gt;Ela não nos impossibilita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tenho medo do tempo, que nos separa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa poesia tem um porquê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas ela não sabe quando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como um verso que não termina eu digo em inteiras palavras o que você não deve saber.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu acho que você tem medo de poesia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém é ela que me possibilita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tenho medo do que nos separa, daquilo que você não vê.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8415405325104434107?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8415405325104434107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8415405325104434107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8415405325104434107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8415405325104434107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/10/que-voce-nao-ve.html' title='Que você não vê'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4680790969243741024</id><published>2011-09-25T20:58:00.000-07:00</published><updated>2011-09-25T21:05:31.829-07:00</updated><title type='text'>Um Sonho</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Ela é séria. Cabelos negros caindo sobre os ombros. Ela toma o café devagar, com elegância e segurança. Eu a admiro. Eu penso que você deve amá-la muito. E por você amá-la tanto, eu a olho com muito carinho. Sento-me à mesa com ela. Em silêncio, nós compartilhamos um rosto. Interrogativo, eu a olho. "Ele não está aqui", ela sorri. Na verdade ela é suave! Vejo o seu sorriso nos lábios dela. Antes de eu sair, ela acena cordialmente. Eu não a conheço. Mas era ela quem estava lá. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4680790969243741024?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4680790969243741024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4680790969243741024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4680790969243741024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4680790969243741024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/09/um-sonho.html' title='Um Sonho'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3462240607265004403</id><published>2011-09-06T22:21:00.000-07:00</published><updated>2011-09-06T22:27:55.230-07:00</updated><title type='text'>Pureza</title><content type='html'>&lt;div&gt;Sua risada é linda. Ela não é sonora, mas é o quanto os seus olhos brilham e como ela se desenha em seu rosto que preenchem de beleza o instante. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A gente nem cabe direito mais nessas balanças! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você diz e eu concordo com uma cara de desconforto. Antes que eu acabe de me ajeitar no balanço, você já está bem alto. Indo e vindo. Eu me demoro um pouco mais, só para te ver. Então tomo impulso e digo que vou te alcançar. Te ultrapassar! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As nossas gargalhadas tem ecos do passado. De quando ainda não nos conhecíamos. Na pureza da nossa felicidade eu fico triste. Porque era pra você ter vindo antes. Você não se dá conta do que eu sinto. Vai e volta, rindo, me provocando, me olhando tão alegre que me enche de saudade de um você que eu não conheci. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vamos ver quem salta mais longe! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você salta e para mais longe do que eu imaginei. Eu te olho com uma falsa raiva nos olhos e murmuro "canalha!". Tomo mais impulso e coragem e me jogo. Nos segundos de salto livre eu voo no escuro, enquanto ouço sua voz ao longe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando toco o solo e abro meus olhos, ainda é escuro. Não sei as horas e nem me interessa ve-las. Reviro-me entre as cobertas e tento voltar a te encontrar naquele parque. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3462240607265004403?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3462240607265004403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3462240607265004403' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3462240607265004403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3462240607265004403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/09/pureza.html' title='Pureza'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3714528274942103863</id><published>2011-08-23T18:35:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T18:39:29.748-07:00</updated><title type='text'>Um Poema Sem Eixo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu fecho a cortina. Ergo com toda pompa uma taça feita com o vidro mais vagabundo. Brindo só. No escuro. O vinho doce e barato desce pela minha garganta a goles grandes. Vinho doce, de menininha. Um dia eu te quis. Muito. E você sabe. Deve ter visto isso na minha cara. Porém tem uma coisa que eu não lhe disse nem com palavras, nem com olhares e gestos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia eu caí de um sonho torto que se desfez. E você me deu um sorriso curto, sob um olhar longo. Então ali você me salvou. Como um herói anônimo, mas ao contrário. Disso eu tenho certeza que você não sabe. E talvez por isso eu ainda tenha aqui comigo tantas palavras para você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sento-me no sofá e fito a parede. Vultos passam disformes. Mas são apenas os carros lá fora. Lembro de ontem, enquanto chovia, que coubemos sob um mesmo guarda-chuva. Hoje eu passo todos os dias por aquela rua. Mas é sempre de dia, quando você não estaria lá. O vinho acaba na taça. Jogo-a longe, no entanto não é raiva. É apenas como se eu estivesse dentro de um filme. Antigo, como aqueles que gostamos. E passo a beber direto da garrafa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cambaleante, vou até um pedaço de papel e leio um pensamento jogado: "temo que hoje seja tarde demais para ontem". Rio. Eu tenho um poema sem eixo. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3714528274942103863?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3714528274942103863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3714528274942103863' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3714528274942103863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3714528274942103863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/08/um-poema-sem-eixo.html' title='Um Poema Sem Eixo'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4068384174017091789</id><published>2011-07-27T00:21:00.000-07:00</published><updated>2011-07-27T00:22:25.638-07:00</updated><title type='text'>Mãos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia, como prometêssemos a eternidade um ao outro, rimos, ombro a ombro, de pequenas coisas que não tinham muita importância, mas nos faziam felizes naquele momento. Então eu te matei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entramos juntos num lago, enquanto o inverno terminava. Eu sabia quão fundo você estava e não lhe disse nada. Quando você chamou por mim, eu mergulhei. E de novo você chamou, perdida na superfície fria. No entanto eu não emergi. Era escuro no fundo do lago e por mais que eu soubesse onde estava, eu não sabia para onde eu ia. Caiu a noite. A água gelou, retraindo a pele. De repente estávamos em marges distantes. Não ouvi o seu choro. Mas de onde eu estava eu chorei por nós. E por mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia eu te matei. Mas o sangue em minhas mãos não era apenas seu. Como fosse o fim a maior prova de eternidade, eu vi que o meu próprio peito sangrava.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4068384174017091789?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4068384174017091789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4068384174017091789' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4068384174017091789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4068384174017091789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/07/maos.html' title='Mãos'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6059472739117716924</id><published>2011-07-15T22:52:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T22:53:12.212-07:00</updated><title type='text'>Menino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mãe ajeita o xale e aperta os braços. Mais por costume do que pelo frio. Seu gesto carrega, na verdade, um tanto de saudade. Olha os quadrados de vidro separados pela madeira envelhecida da janela, passa a mão e intriga-se com o pó em seus dedos. Quanto tempo teria se passado? Olha a grama verde que desce até além de sua vista. Então se lembra: &lt;i&gt;meu menino, pra donde foi meu menino? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Alembro dele dano os primero passinho. As bochecha gorda de criança. Incrive como ria pra tudo! Alembro, tomém, quando meu menino caiu. Susto dos grande. Nunca mais queria meu fio andano. Mais tinha que andá, né? E andô. Era bunito meu fio. Se o sinhô encontrá, diz pra ele vim deitá no colo da mãe dele, diz? &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O menino cruzou a varanda num segundo. E correu pela grama podada, sem certeza de para onde as pernas corriam. De certo, apenas, aquilo dentro dele, quente, que sentia. Nem olhou para trás. E nem viu a benção que sua mãe lhe dava, em silêncio, pela janela. &lt;i&gt;Vai cum Deus, fio, vai sê filiz. &lt;/i&gt;Em seu peito nunca anoitecia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6059472739117716924?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6059472739117716924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6059472739117716924' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6059472739117716924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6059472739117716924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/07/menino.html' title='Menino'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6113081703588807201</id><published>2011-07-13T22:25:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T22:33:04.202-07:00</updated><title type='text'>Franco</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O lugar mais impensável para nos encontrarmos seria uma praia. Nunca te imaginei em uma. Porém, eu que digo tanto, seria próximo ao mar que eu não precisaria dizer nada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu estaria sentado na plataforma, acompanhando o mar negro indo de encontro ao céu no horizonte que não se vê. Seria lindo se eu pressentisse a sua presença, mas eu só lhe notaria quando falasse, apontando as estrelas: São vaga-lumes, presos naquela coisa azul escura. Em meu rosto se formaria um riso franco, ao me lembrar do filme. Você se sentaria ao meu lado, olhando lá na frente, semi-serrando os olhos, fazendo de conta procurar o horizonte que eu ainda não encontrara. Então se viraria para mim e sussurraria, cheio de magia nas palavras: Va-ga-lu-mes! E seus olhos tão perto, seria como se a noite caísse sobre mim e não houvesse mais nada, além da sua boca com um riso maior que o meu. Ah, se eu soubesse, naquele momento eu lhe cantaria uma música linda. Sua mão encontraria meu ombro, seu braço as minhas costas. Ficaríamos tão perto! Eu me esqueceria do horizonte, do mar, das estrelas e dos vagalumes. Me renderia completamente à noite que você faz piscar lentamente em seus olhos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6113081703588807201?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6113081703588807201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6113081703588807201' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6113081703588807201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6113081703588807201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/07/franco.html' title='Franco'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6982361572702947229</id><published>2011-06-12T19:35:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T19:48:35.093-07:00</updated><title type='text'>Mimar Você</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouça, você me disse. Essa é minha música preferida e queria dividir com você. Assim eu lhe sorri enquanto ouvíamos o rádio. Pensei em lhe dizer como era bonita aquela coincidência, de repente sua música tocando pra nós. Mas fiquei entregue à pureza de seu sorriso sobre mim. Que linda essa música, comentei baixinho. Então você me abraçou mais forte e riu com uma doce satisfação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao fim da música ficamos em silêncio. Sem poder evitar, eu deixei escapar os meus temores em meu olhar. Não querendo ser injusto, eu fechei meus olhos. Não tenha medo de ser feliz, você disse. Num beijo lento sobre seu corpo, eu fui me colocando em suas mãos. Senti quente seu coração sem receios, enganos e segredos. Você não sabia quase nada sobre mim, mas seus gestos desatavam todos os meus medos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Te quero só pra mim, você mora em meu coração. Não me deixe só aqui". Ouça, eu lhe disse. Essa é sua música preferida.    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6982361572702947229?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6982361572702947229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6982361572702947229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6982361572702947229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6982361572702947229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/06/mimar-voce.html' title='Mimar Você'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2629232332093775987</id><published>2011-05-23T12:59:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T13:09:39.702-07:00</updated><title type='text'>O Poema Que Eu Lhe Fiz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espio por uma janela o seu caminhar lá longe. Um sorriso curto sempre marca o seu rosto, enquanto seu olhar vê o que eu não alcanço. Bonitos são seus passos que andam por onde eu não te sigo. Eu sei que um dia nos desencontramos. Ou nos vimos brevemente enquanto estávamos perdidos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não sabe, mas um dia me salvou. Eu estava no fundo de um mar escuro. Então você me puxou, sem saber onde me deixar. E eu, sem saber onde pousar, me deixei subir. Sem dizer nada, pois, você me libertou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A oração é curta enquanto a poesia acontece. De súbito eu penso que iria em qualquer lugar onde estão seus passos. Eu te encontraria de novo num desencontro outro. E dessa vez, você saberia do poema que eu lhe fiz. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2629232332093775987?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2629232332093775987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2629232332093775987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2629232332093775987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2629232332093775987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/05/o-poema-que-eu-lhe-fiz.html' title='O Poema Que Eu Lhe Fiz'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6085362599396498394</id><published>2011-05-02T23:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T23:06:21.368-07:00</updated><title type='text'>Do Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descemos a rua com as mãos soltas. Seus lábios cerrados, expressão séria, seus olhos distantes. Quando minha voz soava um pouco mais alta, você voltava-se a mim. Então me dava um sorriso. Breve. Não sei se era por causa de uma das histórias que eu me perdia a contar. Ou por causa da minha meninice que eu não sabia esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos olhos são os mesmos, eu lhe diria. No entanto dizem coisas completamente diferentes, e isso eu calaria. Estenderia-lhe meus braços, e nos veríamos iguais no corpo. E por mais fulgás que pudesse ser o momento, poderíamos ouvir o nome um do outro. Então o riso seria culpa sua. Culpa minha, no prazer que não se ocultaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pureza que viu em meu rosto, você não sabe, mas era sua. Eu a senti em você no primeiro abraço que me deu. Uma pureza que persistia sob todos os seus passos e quedas. Não existe pureza mais pura que a que sobrevive em um pecador. De repente ninguém é santo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de ter te encarado no meio da rua. Diante de mim seus olhos estavam tão distantes, que eu tive medo de te abraçar. Olhava-te com um receio injusto, porém que fazia sentido nas marcas que eu carregava. Lembro de ter me encarado num canto da rua. Você estava tão perto, e eu só queria ter te abraçado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6085362599396498394?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6085362599396498394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6085362599396498394' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6085362599396498394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6085362599396498394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/05/do-amor.html' title='Do Amor'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8067218897738439306</id><published>2011-04-28T03:12:00.000-07:00</published><updated>2011-04-29T17:10:05.046-07:00</updated><title type='text'>Um Poema</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Esse poema é muito honesto. Desculpe-me se soar canalha, mas é a madrugada e o conhaque que bebo sem parar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o que ele disse quando a encontrou. Dera rosas àquela mulher, sussurrara para si o jazz que ela cantava todas as noites naquele cabaré. Escrevera poemas. E era capaz de descrever as curvas de seu corpo com um encantamento casto. Ela vestia azul escuro. Quando caminhava, era como se o mar balançasse aos seus pés. Tinha acabado mais um número. Ouvia aquele homem, do lado do palco, com uma desconfiança triste, como quem teme chorar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Essa última aí. Era Billie Holiday, não é? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Era, "You've Changed". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música o acertara em cheio. Ele não soube ver nos olhos escuros da cantora se fora obra do acaso, ou se a canção fora planejada. As pedras do vestido dela brilhavam diante dele. Estava cheio de admiração, ao mesmo tempo que tremia os lábios com as palavras que escrevera. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O poema. Não vai dizer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Direi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desdobrou o papel e leu com voz tímida:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Anda. Segue lua.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Segue cheia. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Segue alto.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;És a luz da noite! &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Voa. Não mingue.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Segue e cresce.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não se prenda.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Aqui jaz a escuridão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele não perguntou o que ela achou. Os olhos úmidos daquela mulher calaram suas palavras naquele instante. Caminhou até sua mesa de sempre, na penumbra, e pediu mais um conhaque. A cantora voltou ao palco e brilhou, como haveria de ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8067218897738439306?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8067218897738439306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8067218897738439306' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8067218897738439306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8067218897738439306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/04/um-poema.html' title='Um Poema'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7231892565586543339</id><published>2011-04-18T22:34:00.000-07:00</published><updated>2011-04-18T22:39:14.497-07:00</updated><title type='text'>Tão Bela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca vi seus olhos diante dos meus. Mas sei dos desenhos que eles fazem. Sei o que eles veem. E sei tantas coisas que não vejo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu vi palavras suas diante das minhas. Esse traço de mulher bailarina que salta as palavras. As levam e as trazem de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi seus passos. Lá do meu silêncio, quase sempre triste, eu vi a dança que nunca acaba. Sempre cheia de vontade e palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi uma mulher com palavras de Lispector, Telles, Espanca. Tão bela, grande no desejo de suas palavras que dizem tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi uma menina com palavras suas. Uma sobre as outras, me enchendo de admiração. Belinha, sob a sutileza das dores que pinta com flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca vi seus olhos diante dos meus. Mas sei que isso não tarda. E que poesias virão? Não sei, mas espero poder pintá-las com suas cores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7231892565586543339?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7231892565586543339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7231892565586543339' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7231892565586543339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7231892565586543339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/04/tao-bela.html' title='Tão Bela'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7594719280107043957</id><published>2011-04-10T13:24:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T13:34:53.324-07:00</updated><title type='text'>Câmera Lenta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vídeo vai voltando em câmera lenta. De costas, ele atravessa o corredor. Os estilhaços do chão então flutuam, até formarem a janela novamente. O sangue em suas mãos some e fecham-se as feridas. Devagar a porta se abre. Ele está do lado de fora, vendo a enorme casa. E não sabe de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guitarra cruza o som do piano por um instante. Não há calma. A música vai cercando o silêncio. Por todos os lados uma lembrança. De cada um que lhe amou quando ele se esqueceu disso. A guitarra interrompe, há harmonia, e haveria de qualquer forma, ele sabe. É hora de se guardar como uma nuvem escura antes da tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escadaria imensa. De cimento velho e áspero. Cada degrau sendo um passo a mais longe do chão. Longe de onde todos procuram estar. "É tão mais bonito lá de cima!". O tempo se fecha. Eu vejo uma atriz, linda e livre. Ela me diz num papel impresso antes de eu nascer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada pode mais me ferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em câmera lenta, ela tem razão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7594719280107043957?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7594719280107043957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7594719280107043957' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7594719280107043957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7594719280107043957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/04/camera-lenta.html' title='Câmera Lenta'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-5663435521831389828</id><published>2011-03-27T08:59:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T09:16:18.957-07:00</updated><title type='text'>Olhos Mansos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu a vi. Os cabelos escuros caidos com liberdade sobre os ombros. As mãos repousadas com calma em seu colo. E no rosto um sorriso pleno de quem conhecia um lugar que não acreditamos existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até ela. Tentando caminhar tão suave quanto sua presença. Sentei-me ao seu lado e ela me abraçou demoradamente. Só pessoas como ela, pessoas que nós nunca seríamos, é que sabiam abraçar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri-lhe. Vi nos olhos dela os seus. Mansos. Mas os dela não eram baixos. Aonde ela está, de onde ela vem, ninguém chora. Choramos nós. Ainda aqui, ainda vulneráveis. E ainda não sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se. Movimentava-se como uma música lenta, feita com cordas. E, assim, te fazendo tão dela! Despediu-se de mim com um movimento da cabeça e se foi. Como quem vai embora, mas não acaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga-lhe pra que não tenha medo de me acordar. Na verdade eu nem dormi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-5663435521831389828?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/5663435521831389828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=5663435521831389828' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5663435521831389828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5663435521831389828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/03/olhos-mansos.html' title='Olhos Mansos'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1174393456893067744</id><published>2011-03-10T18:23:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T19:11:25.332-08:00</updated><title type='text'>Serafim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num canto da cidade que nunca fui, eu encontrei um anjo de asas quebradas. Vi tantas dores minhas em seus olhos. E mais. Olhos escuros, um olhar tímido e uma boca que sempre dizia sim. Apertei a sua mão e nos demos um sorriso muito puro. Como se nunca tivéssemos deitado nossos corpos na água e no sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um flash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente eu estou na cidade que eu sempre estive. De repente não estamos mais perto. De repente o anjo está caído numa cidade que não é dele, tão próximo da praia. Longe, eu quero que ele escape da onda do mar, que eu não vejo, mas sei que está lá. Como se ele tivesse caído direto nos olhos do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez me apareceu um rosto cheio de ondas. Com palavras que iam e vinham. De lugar algum. E da mesma forma que ele me tinha em uma das mãos, ele tinha o anjo na outra. Quando nos soltamos, enfim, eu caí tão longe. E o anjo tão perto. Caí com meu coração do avesso e o anjo com as asas dilaceradas. Maldito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu fugir o anjo dali. Ou quem quer que fosse, das ondas de lugar algum. De todos os lugares. Queria em minhas mãos a cura pra fazer ele voar pra longe dali. Existe em nós uma marca. Uma tormenta. Porque fomos fracos. Porque somos frágeis. E um dia, como um piano vai devagar, nós não nos lembraremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pausa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1174393456893067744?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1174393456893067744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1174393456893067744' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1174393456893067744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1174393456893067744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/03/serafim.html' title='Serafim'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1525295156179754330</id><published>2011-03-02T00:21:00.000-08:00</published><updated>2011-04-28T04:18:42.435-07:00</updated><title type='text'>Blume</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px; "&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Todas essas estrelas que eu vejo de noite, lá longe, brilham há séculos sobre esse mundo. Mas é tão mais bonito pensar que elas brilharam antes na noite dela. Menina do futuro, me conta das coisas de amanhã, com sua voz doce. Eu, ontem, sorrirei ao imaginar próxima sua calma desatenta. Um dia essa flor foi para longe, onde o dia era um pouco noite. Pois guardou consigo um pedaço do sol, mas não sabia ela que o sol estava em todos aqueles que um dia, de alguma forma, a conheceram. Aquela leveza dos pés firmes. E sem sol, faça chuva ou faça neve, a flor não ficaria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;span&gt;Me diz daí o que verei no céu essa noite. Me conta que a noite tem uma cor diferente. E que o dia que a segue nos trará um céu mais azul. Ou, também, não diga nada. Sua poesia está nos pés. Nos braços. Num arco. E no carinho solto que abraça os pontos finais de suas frases. Menina do futuro, rouba a máquina do tempo e vem. Salta até nós, ontem, que te guardei um abraço bem demorado. Vem ao acaso, vem cadente, feito uma coincidência que não se explica. Todas essas estrelas que eu vejo de noite, lá longe, poderiam ser ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1525295156179754330?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1525295156179754330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1525295156179754330' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1525295156179754330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1525295156179754330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/03/blume.html' title='Blume'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-372113292325735707</id><published>2011-02-20T22:31:00.001-08:00</published><updated>2011-02-20T22:31:50.551-08:00</updated><title type='text'>Puro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rua de terra. Os poucos veículos que ali passavam eram caminhões e tratores. Antigos como os rostos que espiavam por cima dos muros e pelas janelas de madeira. Eu caminhava sobre uma grama ferida, que separava as casas da rua. Lá longe, onde não era o fim, surgia uma manhã pura. Quase esquecida. E ainda a tempo. Foi quando eu o vi. Encostado num muro, com um grafite na mão, desenhando num pedaço de papel em seu colo. Aproximei-me sem saber ao certo o que dizer. Seus olhos se levantaram e eu vi um sorriso meu em sua boca. Ele voltou ao desenho, então me sentei ao seu lado e o observei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manchas de grafite em suas mãos eram como os versos nunca rimados que eu poderia lhe escrever. Com destreza ele ia formando no papel o seu desenho. Eram algumas nuvens e o sol que surgia tímido por trás delas. Ele sabia que eu estava ali, às vezes me olhava, como pudesse ver em mim um pouco daquilo que ele via no horizonte. Deixou de lado o grafite, balançou a folha e a olhou, analítico. Depois se virou pra mim e perguntou o que eu via. Olhei para o desenho, olhei para o céu, então respondi: A manhã pura! Ele sorriu novamente, me entregou o desenho e disse: Sim e ela é sua.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-372113292325735707?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/372113292325735707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=372113292325735707' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/372113292325735707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/372113292325735707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/02/puro.html' title='Puro'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2816789393644463857</id><published>2011-02-16T22:28:00.001-08:00</published><updated>2011-02-16T22:28:55.887-08:00</updated><title type='text'>Um Calmo Amor Prestante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A janela estava abaixada, abafando o barulho lá de fora. O velho se sentou na poltrona e olhou através do vidro. Viu um campo que começava a ter flores somente onde seus olhos deixavam de ver. Devia ser outono. No entanto não sentia a temperatura lá de fora, tão pouco lhe importava a ali de dentro. Esticou o braço sobre o piano, não se lembrava a última vez que o tocaram, pegou um porta-retrato e o trouxe junto ao peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era de bronze. Tinha detalhes na moldura, tulipas, que o tempo escurecera. Segurou firme e contemplou. Estava vazio. Lembrou-se de um poema antigo. Levantou-se, caminhou até a estante com a pressa lenta de sua idade. Retirou um dos livros. A página estava marcada. Leu. Chorou devagar, com lágrimas que esquecera que possuia. Ergueu os olhos e atravessou a janela fechada, novamente. Devia ser outono, quem sabe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2816789393644463857?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2816789393644463857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2816789393644463857' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2816789393644463857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2816789393644463857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/02/um-calmo-amor-prestante.html' title='Um Calmo Amor Prestante'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2462743048635841453</id><published>2011-02-05T02:29:00.000-08:00</published><updated>2011-02-05T02:33:36.227-08:00</updated><title type='text'>Algum</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você me puxou pelo braço, numa rudeza natural à sua pressa. Mas o gesto como um todo tinha uma espécie de carinho. Nos sentamos num banco, diante de um espelho imenso, desses que nos mostram o depois. Aí você me perguntou:&lt;br /&gt;- O que vê?&lt;br /&gt;- Eu?&lt;br /&gt;Você respirou fundo, descontente com minha resposta errada.&lt;br /&gt;- Do lado.&lt;br /&gt;Surpreso com o óbvio, eu disse:&lt;br /&gt;- Você!&lt;br /&gt;Sua cabeça assentiu, entre um pedido de cautela e uma  repreensão. Percebi, então, mortas as flores em suas mãos e que eu não poderia entregá-las a mais ninguém.&lt;br /&gt;Você se levantou e caminhou numa direção oposta ao espelho. Porém nele, ao meu lado, ainda permanecia a sua figura. Talvez com outros olhos, ou outra temperatura. Mas à sua maneira, num jogo que eu jamais entenderia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Profane. Porque nada é sagrado. E se um dia achar que eu possa querer te guardar numa caixinha, fuja. Pois eu mesmo já terei tentado isso, minutos antes. Na verdade ninguém se prende. Na verdade ninguém escapa. Portanto, profane.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2462743048635841453?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2462743048635841453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2462743048635841453' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2462743048635841453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2462743048635841453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/02/algum.html' title='Algum'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1123140890177189606</id><published>2011-01-20T20:54:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T21:02:55.739-08:00</updated><title type='text'>Solta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma mulher como essa não sofre por amor, pensei. Ela estava na varanda, alheia a tudo. Fumava sem pressa, calma. Solta. De onde eu estava, as tatuagens em seu braço pareciam um grande desenho único e disforme. Quis ve-la de perto e ouvir a história de cada uma daquelas tatuagens. Ela me contaria em meio a risos, com sua voz rouca e seca. E eu me apaixonaria pela forma como ela afasta o cabelo dos olhos. Não, definitivamente ela não sofria por amor. Ela dava voltas no amor. Escondia-se em muitos cantos da noite dessa cidade. Eu seria capaz de segui-la em todos. E de esconde-la em minha casa, quando ela pedisse. Tomaríamos um vinho. Eu sentiria seu hálito morno e próximo. Acordaria ao seu lado e teria tempo de dizer-lhe bom dia, antes que escapasse pela porta. Então eu morreria de saudades e lhe escreveria poemas que não seriam lidos. Ela assopra a fumaça pela última vez, amassa a bituca no parepeito e joga. Dá uma última olhada para baixo, quando vejo os seus olhos, e entra. Não percebeu quando seus olhos roubaram a cor dos meus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1123140890177189606?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1123140890177189606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1123140890177189606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1123140890177189606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1123140890177189606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/01/solta.html' title='Solta'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7973920273035638653</id><published>2011-01-18T00:52:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T00:53:16.088-08:00</updated><title type='text'>Silêncio</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Respiro fundo, então giro a maçaneta. Vou me revelando, cauteloso, porém sem medo algum. Você me encara como quem pede perdão. Nas tuas mãos, flor alguma. Em meus olhos, muitas delas, despetalando-se. Você entra, senta-se no sofá e não diz nada. Num romantismo que não é nosso e nem de nossa época, pego um disco velho na estante e coloco para tocar. Observo o vinil girando e penso em coisas lindas para lhe dizer. No entanto algumas lembranças tão feias me roubam as palavras. Quando volto a te olhar você está chorando. Aproximo-me, rápido, e te abraço. Mas é aquela dor que eu não alcanço que leva lágrimas aos seus olhos. Aperto meus braços ao seu redor, seu choro é doído. Deito-te em meu colo e passo a mão entre seus cabelos. Enquanto se acalma o seu choro, penso que sua liberdade é o que te aprisiona. Você adormece em mim. Tão desprotegido. Tão frágil. Tão misterioso. Lentamente você acorda e me dá um sorriso puro, como estivéssemos num sonho. Levantamo-nos e caminhamos até a porta. Eu te encaro como quem perdoa, mesmo você não tendo dito nada. Você sai e antes de eu entrar, lhe observo descendo a rua. Sorrio e deixo a porta se fechar às minhas costas. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7973920273035638653?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7973920273035638653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7973920273035638653' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7973920273035638653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7973920273035638653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/01/silencio.html' title='Silêncio'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8876003340540210886</id><published>2011-01-02T17:58:00.000-08:00</published><updated>2011-01-02T22:39:52.506-08:00</updated><title type='text'>Hallelujah</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num desajeito adolescente, eu tiro minha roupa e a deixo espalhada na varanda. Desço correndo até o rio e mergulho na água fria. No outro lado está um homem triste com seu cachorro. Ele me observa com um olhar nebuloso, no entanto que não me oferece risco nenhum. Aproximo-me, então ele diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jeff Buckley morreu aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo. Reviro-me na cama larga. Penso no sonho. No rio. No velho. Esqueço. Levanto-me e vou até a janela. O céu nublado e a garoa fina que cai a esconder o verão me sugerem um líquido tinto e doce. E um par de olhos soltos, desses que escapam pela noite, para eu apertar contra os meus. A avenida de barulho reticente, feito o mar, escorrega seus carros lá em baixo. "Estivesse chovendo mais forte, eu correria nu ali em baixo", digo a mim mesmo, sabendo que jamais o faria. Fecho a janela. Sento-me na cama, grave, como quem vai fazer uma oração. Entre lembranças que persistem e um amanhã que existe num pedaço de papel dobrado, deixo cair uma lágrima tímida, que sinto morna sobre minhas mãos. Deito-me. Fecho os olhos e procuro novamente o homem triste e seu cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It's a cold and it's a broken hallelujah".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8876003340540210886?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8876003340540210886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8876003340540210886' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8876003340540210886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8876003340540210886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2011/01/hallelujah.html' title='Hallelujah'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-9108694667089999029</id><published>2010-12-29T21:51:00.001-08:00</published><updated>2010-12-29T21:53:20.677-08:00</updated><title type='text'>Na Rua</title><content type='html'>Eu tô ali na rua. Incalto. Perdido. Vadio.&lt;br /&gt;Sei que me observa e que se pergunta de onde vieram os meus passos. Sei que não importa. &lt;br /&gt;Eu tô ali incalto. Anônimo. Paciente. Louco.&lt;br /&gt;Podemos ser um copo de boteco, um disco antigo, uns tantos versos meus, um riso seu, se importa?&lt;br /&gt;Eu tô ali perdido. Manso. Calmo. Breve.&lt;br /&gt;Não sabemos muito. Podemos descobrir. Revelar quase tudo, esconder quase nada. Feche a porta.&lt;br /&gt;Eu tô ali vadio. Puro. Santo. Solto.&lt;br /&gt;Quero te ver onde nós somos iguais. E como nós podemos ser diferentes. E é isso que importa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-9108694667089999029?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/9108694667089999029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=9108694667089999029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/9108694667089999029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/9108694667089999029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/12/na-rua.html' title='Na Rua'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2272039411425116259</id><published>2010-12-20T17:10:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T17:13:57.331-08:00</updated><title type='text'>Fumaça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um vestido preto desbotado de um tecido grosso e sufocante. O vestiu como se preparasse para o próprio funeral. Penteou o cabelo branco e ralo, apanhou uma vela e foi até a rua. Chegou até a praça, e, em meio a todos, acendeu a vela e colocou fogo em seu vestido. As chamas foram ardendo em sua pele enrugada. Gritava num prazer fétido. Debatia-se. Chocados, os presentes se cutucavam, comentavam, não podiam acreditar! Mas ninguém teve coragem de acudir a senhora. Aturdida, a praça viu a velha virar fumaça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2272039411425116259?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2272039411425116259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2272039411425116259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2272039411425116259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2272039411425116259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/12/fumaca.html' title='Fumaça'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-12158213923505505</id><published>2010-12-20T12:47:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T12:48:28.546-08:00</updated><title type='text'>Retalhos, recortes e cacos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Menina descalça. Mulher nas formas. Me lembro dela tão jovem. Seu cabelo mal arrumado. Seu sorriso frouxo. Seu olhar que se perdia a procura de outros. Estávamos nos fundos de sua casa, atrás do muro. Minha boca ainda dormente do longo beijo que me dera. Eu poderia entregar-lhe todo meu coração. Desprevenido. E amá-la muito além do que ela permitia. Menina descalça, tira os sapatos dos meus pés!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia você me disse de seus caminhos tortos. Das loucuras breves que descobia. Tudo me soou tão distante. Perigoso. Impuro. E lindo. Eu fugia porque tinha medo. De tanto eu fugir, você sumiu. Num dia qualquer, depois de muitos outros dias sem me lembrar, você aparece. E te vejo de perto. Outro. Sua timidez surpreendende é o carinho que suas mãos não fazem. Eis, então, que eu não me esqueço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas mãos não se aproximam. Nossos olhos carregam o mesmo receio. A mesma vontade criança de correr dali. De se esconder. De um dia, talvez, no outono, no escuro, nos abraçármos. Mas seria, então, apenas um desejo meu. Mas como eu me delataria? Como você descobriria? Digo um adeus prematuro, talvez eu te encontre numa curva dessa estrada estranha que percorremos. Vai saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro parou no meio da noite. A porta se abriu bruscamente. Me jogaram no meio fio. Os pneus cantaram com pressa. Não tive tempo de pensar em muita coisa. Senti frio. Pela blusa que eu não tinha. Pelo escuro que fazia. Pelo lugar que eu desconhecia. Me levantei com algumas dores pelo corpo. E corri. Fugi. Decidido a parar só quando eu me cansasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde era clara. Meiga. Selecionei as palavras mais lindas e as li como quem colhe frutos maduros. Palavras que queria ver em sua boca, mas que eu apenas entregava aos seus ouvidos. Como quem pede um carinho. A tarde era clara. Inteira. E eu lhe vi caminhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-12158213923505505?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/12158213923505505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=12158213923505505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/12158213923505505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/12158213923505505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/12/retalhos-recortes-e-cacos.html' title='Retalhos, recortes e cacos.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-5787294325176402666</id><published>2010-12-18T17:12:00.000-08:00</published><updated>2010-12-18T17:28:11.276-08:00</updated><title type='text'>Quente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua roupa estava molhada. Passara a tarde toda diante da pia da cozinha. Foi até a varanda, como quem quer ir embora, mas permanece no mesmo lugar. Olhou o campo sem horizonte e se desfez dos pensamentos. Não gostada dessa hora do dia, que precedia a noite. A casa vazia a enchia de angústia. Sentia falta de si, pois se via nos outros. Nessa hora, esgotada de nada, planejava o que faria quando chegassem. Colocaria o filho menor para tomar banho. Desataria as tranças da do meio. Daria um abraço cheio de culpa na mais velha, a quem pensara abortar e colocaria o café na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois chegaria o marido, a quem ouviria atenta e cheia de interesse, enquanto ele lhe contava coisas e sorria com os olhos. Tão vivos. E tão difíceis de interpretar. Teria seu momento de solidão íntima na hora do banho. Quando misturada ao ruído do chuveiro, a casa se preenchia dos passos dos filhos e da televisão do marido. Ali a vida dela era curta. Eram seus minutos de um prazer pequenininho, mas que a engrandecia, como estivesse sob uma cachoeira fina e quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da noite, observaria o marido ao seu lado, arfante, após sair de cima dela. Os olhos fechados, numa dor prazerosa recém transbordada. Observaria seus lábios entre-abertos, esculpindo em sua mente o marido que tanto desejava. O amava com os olhos, cheios de palavras que não conseguia dizer. O amava para si. Pela manhã ele sairia para o trabalho, ela não sabia que caminhos cruzaria e mantinha nas mãos um terço velho que fora de sua mãe, enquanto pedia para que ele simplesmente voltasse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-5787294325176402666?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/5787294325176402666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=5787294325176402666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5787294325176402666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5787294325176402666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/12/quente.html' title='Quente'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8256043637714895910</id><published>2010-11-30T07:38:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T07:41:13.651-08:00</updated><title type='text'>Continho</title><content type='html'>Numa capela, no alto do morro, meu coração de ouro eu coloquei em suas mãos. Não me lembro as palavras do padre, nem se o que escorria no canto do seu rosto era água benta ou uma lágrima traidora. Me lembro de como deixava escapar olhares para a porta. Rápidos, mas desconcertantes. Saímos sob risos, aplausos e arroz. Eu sabia que eu jamais voltaria para aquele vilarejo. Mas não sabia que de você eu não sabia nada. Lembro de ter apertado a sua mão bem forte antes de entrarmos no carro e ter lhe dito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não deixe isso morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fica tudo turvo. Me lembro de você sorrindo docemente, de longe, mas isso é uma lembrança perdida de um dia que nem nos conhecíamos. Às vezes me pego a imaginar você correndo, com meu coração, no alto do morro, atrás da capela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8256043637714895910?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8256043637714895910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8256043637714895910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8256043637714895910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8256043637714895910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/11/continho.html' title='Continho'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7259826943406116157</id><published>2010-11-19T11:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-19T11:44:56.477-08:00</updated><title type='text'>A Dor Da Viúva Ausente</title><content type='html'>A foto desbotava no alto da lápide. As letras de bronze cravadas na pedra estavam escurecidas. Nenhuma flor ou vela. Nem silêncio havia ali. O choro mudo da viúva estava sepultado em casa, no escuro do quarto que o marido nunca mais frequentara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sou a única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definhava numa compreensão vesga da realidade. Enlouquecia. Sentia-se suja quando madrugada procurava o marido morto em outros homens. Sentia-se santa, quando amanhecia e convalesciam-se de sua dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se só. Sentia-se inteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7259826943406116157?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7259826943406116157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7259826943406116157' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7259826943406116157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7259826943406116157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/11/dor-da-viuva-ausente.html' title='A Dor Da Viúva Ausente'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6027918000941828365</id><published>2010-11-15T08:08:00.001-08:00</published><updated>2010-11-15T08:13:28.527-08:00</updated><title type='text'>Silente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No alto da torre um sonho torto lhe desperta. Desses tão tortos, de entortar a realidade. Debruça-se sobre seus papéis. Pois estão ali as coisas boas que sentiu. O que se esconde entre suas doces palavras que sempre vão, nem sempre voltam? Teme o fim da flor que perfuma a poesia. Teme o fim da poesia que o aviva no alto da torre. Teme, pois, o seu próprio fim, que arde um ardor nunca saciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis adormecer outra vez. Apagar a luz e esquecer o que o fizera despertar. Quis adormecer de vez. Era sempre frio na torre e a direção dos ventos sempre inconstantes. Da janela alta e estreita, via ao longe os vales, as nuvens que se formavam e a chuva que chegava. Encostou-se na parede de pedra. Lembrou dos que disseram seu nome lá em baixo. E de como permaneceu mudo aos seus chamados. Apenas um tinha a chave da torre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choraria, se pudesse, com a lenda que lera. Se via tão Eurídice, presa em Hades. Se via tão Orfeu, tão apaixonado, porém sem nenhuma melodia ou acorde. Não se via, pois. Via além da janela. Era sua esperança de pássaro silente. Entre seus papéis e palavras que fugiam, guardava um verso feito com uma letra que não era sua. E ali estava seu coração pequenininho. Palavras soltas de quem voa alto. Um voo longe que o desperta da realidade torta. "Me ensina a voar", ele pede.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6027918000941828365?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6027918000941828365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6027918000941828365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6027918000941828365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6027918000941828365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/11/silente.html' title='Silente'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-36580202941204387</id><published>2010-11-12T11:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T11:18:54.639-08:00</updated><title type='text'>Coletivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus pais sabem que está aqui? - perguntou a mulher ao menino. Ele a olhou com olhos profundos e vazios.&lt;br /&gt;Deixa, não precisa responder, não importa, mesmo, né? - Sorriu. A mulher estava inquieta e observada todos os presentes cúmplice e curiosamente.&lt;br /&gt;O ambiente era um pouco escuro. Uma mistura de calma e ansiedade envolvia a expressão de todos ali. A calma era triste. E a ansiedade era medo.&lt;br /&gt;Se eu tivesse lhes conhecido antes, eu poderia ter amado vocês, disse o velho. Ele não queria convencer ninguém do que dizia, era simplesmente uma lamentação em voz alta.&lt;br /&gt;Cara, às vezes isso faria você chegar aqui antes, você não nos conhece. O rapaz tinha frieza na voz, que saia cansada e grave.&lt;br /&gt;Ninguém conhece, falou a mulher, mas sem a inquietude de antes. Tornara-se séria e duramente lânguida.&lt;br /&gt;Aos poucos foram se movimentando pelo pequeno ambiente. Deitaram-se no chão como crianças cheias de esperança. Permitiram-se esse último devaneio.&lt;br /&gt;Disseram-se Boa Noite cordialmente. Fecharam os olhos e esperaram. Os sonhos ficaram sobre a mesa, com as embalagens vazias dos remédios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-36580202941204387?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/36580202941204387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=36580202941204387' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/36580202941204387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/36580202941204387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/11/coletivo.html' title='Coletivo'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-5582481045862604789</id><published>2010-11-08T17:43:00.001-08:00</published><updated>2010-11-08T17:45:07.356-08:00</updated><title type='text'>Mãe</title><content type='html'>A barriga estava grande. A pele esticada. E toda a calma do mundo entrava pela janela e pairava ao seu redor. A mulher conversava em pensamento com o seu filho que ainda não era nascido. Acariciava a própria barriga, ninando-se a ninar o bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que rosto teria? Que sorrisos lhe daria? Via pelo quarto vazio o menino correndo. A menina brincando. Via no berço que não estava ali a criança dormindo. Como um anjo que ela roubou do céu e escondeu dentro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo futuro vem lento. O coração que se enche. Em meus braços, em breve, ela pensa. Uma parte dela do lado de fora. Uma parte outra, completamente única. Com a mão no ventre ela beija o filho dela, beija o filho do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-5582481045862604789?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/5582481045862604789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=5582481045862604789' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5582481045862604789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5582481045862604789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/11/mae.html' title='Mãe'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2695290948214227331</id><published>2010-11-04T13:15:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T13:18:54.608-07:00</updated><title type='text'>O Fim de Beatriz</title><content type='html'>Beatriz despencou do céu.&lt;br /&gt;E não havia ninguém para pedir bis.&lt;br /&gt;Caiu em câmera-lenta.&lt;br /&gt;Estrela cadente de um filme B.&lt;br /&gt;E não havia ninguém para pedir bis.&lt;br /&gt;Ninguém para lamentar por Beatriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico, quantos desastres tem na minha mão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2695290948214227331?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2695290948214227331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2695290948214227331' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2695290948214227331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2695290948214227331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/11/o-fim-de-beatriz.html' title='O Fim de Beatriz'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-5668658912060566028</id><published>2010-11-03T16:27:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T04:59:51.741-07:00</updated><title type='text'>Verso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma música constante toca sempre a mesma nota. Toca baixinho. É um som que não se alcança. Que não se interrompe. Assim, nesse ruído do silêncio ele arrasta seus pensamentos pela noite. No entanto o silêncio não é de sua boca. É um silêncio imposto aos seus ouvidos, como não houvesse respostas às suas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olhos abertos, a mirar o breu, ele se acalma e se desespera, em pensamentos paradoxos que se aglutinam em sua mente. Ele lembra-se. Ele imagina. Ele deseja. E a noite não passa. Tateia a cama espaçosa. Despreza os fones-de-ouvido, aquelas músicas cheias de notas dóem. Dóem mais que aquele som de uma nota só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira-se. Pega o celular, que não vibra, para ver a conta-gotas o tempo que caminha. Nesse ponto da noite, nesse meio de nada, a impressão que tem é que nunca mais será dia. Revira-se. Poderia gritar. Poderia fazer uma prece, baixinho. Mas sussura um nome, duas vezes, como quem reprova um comportamento. E se vê, então, cheio de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele precisaria de uma palavra de quem não estava ali para se encher das suas. Era apenas silêncio na penumbra. No seu quase luto, porém, ele vê que ao seu redor letras se juntam. Sem entender, ele monta alguns versos fracos. "Eu não sou outra coisa", ele diz numa fala emprestada. E suspira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-5668658912060566028?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/5668658912060566028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=5668658912060566028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5668658912060566028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5668658912060566028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/11/verso.html' title='Verso'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4688710020715730058</id><published>2010-10-28T13:10:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T05:10:28.753-07:00</updated><title type='text'>Música</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andava com dificuldades. Abriu a porta e viu o rosto vivo e curioso da moça. Por alguns segundos ficou sem reação, enquanto contemplava a juventude dela como um desaforo às rugas que cicatrizavam sua pele. Fez sinal para que ela entrasse. Havia um medo típico da idade na jovem junto de uma ansiedade doce. Ele apontou uma cadeira para ela se sentar. Observou seu movimento suave e belo. Como era leve! Sorriu-lhe, nostalgico de sua própria leveza. Foi até o antigo armário enquanto a jovem corria os olhos por toda a sala, impressionada e comovida com os móveis muito velhos e a pouca luz que a cortina permitia entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou um disco e o colocou na vitrola empoeirada. Olhou para a moça e apontou para o aparelho que começava a funcionar. Ela assentiu e ficou atenta à música que se iniciava. O velho se sentou diande dela e ficou a observá-la. Acompanhou seus olhos se perderem no ar, encantados e a se fecharem, quentes. O rosto da jovem dançava bem lentamente enquanto a agulha riscava o disco. Cravando seus olhos nas sensações da moça, o coração do homem foi se acelerando, emocionado pela expressão que adquirira a jovem. Quando ela deu um largo sorriso, parou de girar o disco na vitrola. Sorriu o velho, também, não tão largo, não tão doce nem tão puro. No entanto o sorriso dela era o sorriso seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito quem recebeu o maior presente de todos, ela o abraçou. Não conteve o choro tímido que derrubou sobre ele. Após o abraço, trocaram um último sorriso, como compartilhassem um segredo. No risco que seus lábios faziam em seus rostos, estava oculto o sublime que eles contemplaram, não ao mesmo tempo, porém, talvez, na mesma intensidade. Abriu a porta para a jovem e se despediu num aceno. Aos poucos desfez o sorriso, enquanto lhe pesava o silêncio da casa. No entanto, não era silêncio porque só havia ele ali. Era silêncio porque seus ouvidos já não lhe permitiam ouvir. Não lamentou o fardo do tempo sobre sua audição. E sim chorou. Chorou como criança, pois com a sua visão ele vira tocar no rosto da moça a música de sua juventude.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4688710020715730058?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4688710020715730058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4688710020715730058' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4688710020715730058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4688710020715730058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/10/musica.html' title='Música'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3915765982404962498</id><published>2010-10-24T21:22:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T05:38:51.316-07:00</updated><title type='text'>O Pintor</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele abriu a porta de seu ateliê com certa raiva. Apesar de ter aceitado me receber ali, ele parecia descontente. Existiam manchas de tintas por suas roupas e não dava para perceber quando fora a última vez que ele as trocara. Sentei-me num canto e antes que eu lhe fizesse a primeira pergunta anotada em meu papel, ele começou seu monólogo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei a que possa te interessar minha vida, jornalista. Guarde suas perguntas, elas não são necessárias. Eu não sou nada. Vê? Meu ateliê é escuro. Minhas mãos são fracas. Minhas tintas são mudas. Ei, não tenha pena de mim! Aqui nem sempre é escuro, fraco ou mudo. Não... Quando ela está aqui isso tudo ganha vida, cara! Eu não sou nada! Nada! E ela é tudo. Tudo! Não sei o nome dela, nem como chegou aqui, só sei que desde então minha arte, que é dela através de mim, se tornou possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia tímida, com olhos maiores que os meus, eu a pintei nua em minha mente e na tela com todas as cores que eu tinha. E ela ria inocente, como quem sabia de tudo. Ela aparece quando quer e eu estou sempre aqui para ela. Com uma tela em branco pronta para ser preenchida. Cara, não é a mim que você tem que entrevistar. É a ela. Essas telas todas sairam da pele dela. Do sorriso dela. Dos olhares dela. Da tristreza dela. Eu não sou nada aqui. A não ser, também, dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ela ainda não veio. Acho melhor você não demorar, viu? Pode ser que ela não goste que eu receba gente aqui, pode ser por isso que não veio. Pode ser que ela nem venha mais! Vamos logo com isso... Eu já disse, eu não tenho nada para dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sim. Tantas emoções eu vi tremerem por seus lábios... Quando alegre, minha vontade é de me misturar a ela e às tintas. De fazer parte de sua felicidade simples e fácil. Amo e quase invejo seu rir natural. E as cores de minhas tintas não são o suficiente para pintar seus risos nesses dias. Mas quando triste, minhas tintas são todas azuis. Meus olhos baixos, quase não sou artista. Fico a observá-la, tentando ver a alegria de antes num vão de sua pele. Seus olhares são longe. Suas palavras curtas. Ou palavras nenhuma. Nesses dias eu odeio todas as minhas telas, inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tela eu separei para hoje. Está em branco. Não sei as cores dessas tintas. Vê? Minhas mãos tremem. Preciso dela ali para mim, com sua emoção enigmática, que ela deixa ser minha por alguns instantes. É melhor você ir embora. Antes que ela desista de mim. Então não haveria artista para sua matéria. Perdoe o mau jeito, mas também não quero lhe falar mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saí daquele lugar um pouco assustado. Ele me dissera coisas bem mais interessantes que eu poderia ter lhe tirado com minhas perguntas. Aquelas telas bonitas eram retratos daquela mulher ou fruto do coração louco do artista? Fiquei sem a resposta dessa pergunta. Nem fiz matéria alguma sobre o pintor. Decidi guardar segredo sobre sua inspiração louca e apaixonada.  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3915765982404962498?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3915765982404962498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3915765982404962498' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3915765982404962498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3915765982404962498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/10/o-pintor.html' title='O Pintor'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-5947374409048269779</id><published>2010-10-12T23:55:00.000-07:00</published><updated>2010-10-12T23:58:44.016-07:00</updated><title type='text'>Intocável</title><content type='html'>Vestiu seu terno puído. Não se lembrava quando fora a última vez que o vestira, mas hoje ele tinha que estar alinhado. Em alguns pontos da roupa o preto se tornara acinzentado, como o céu nessa manhã. Retirou da caixa seus velhos sapatos há muito guardados sob a cômoda. Havia pó acumulado no couro, entretanto sua vista já não o permitia ver. Calçou-os com um cuidado nunca tido, como fosse a última vez que o fizesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do espelho, penteou os cabelos que já rareavam. Por alguns minutos se perdeu no seu olhar refletido. Não pensava em nada especificamente, apenas queria ficar um pouco em silêncio enquanto ia redesenhando as rugas de seu rosto. Se fosse alguns anos mais moço, por certo ele choraria por esse não-sei-o-que que ele estava sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirou fundo e foi até a porta. Girou a chave e abriu. Deu uma última olhada pela casa e saiu. Andava com muita pressa na rua. Estava ofegante. Na sua mão esquerda havia um papel dobrado, em branco que, apesar do seu cuidado, ia sendo amassado. Suava. O terno pesava sobre seu corpo e a cada passo rápido que ele dava, tornava-se mais quente. Não importava, ele simplesmente seguia para o seu objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou na praça movimentada. Parou um instante com a respiração desalinhada. Olhou para aquelas pessoas despreocupadas que passavam de todos os lados para todos os lugares. Suas costas estavam molhadas, seus pés doíam e suas mãos tremiam. Mas ele tinha que estar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desdobrou o papel branco e abordou uma senhora que passava. Não saiam palavras de sua boca, era como se ele tivesse esquecido todas, era como se ele grunhisse. A pobre mulher desviou assustada. Então ele virou-se para um jovem que lhe deu um empurrão. Assim ele ficou, entre olhares assustados, empurrões e seu pedaço de papel estendido, enquanto as palavras não se formavam em sua boca. Talvez nem em sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sirene aguda tornava mais triste o horror sonoro que o velho fazia com seu papel em branco. Ninguém o entendia e ele desesperava-se mais. Até que uma mão segurou seu braço. E outra mão o outro. Eram enfermeiros que, bruscamente, iam levando o homem para a ambulância. Com toda a movimentação, seu papel caiu, o que fez com que ele desse mais gritos que não podiam ser entendidos. Em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dentro da ambulância, um pouco dopado, segurou firme o ombro de um dos enfermeiros e sussurrou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existe uma dor quase intocável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apagou. No chão da praça o papel em branco ia sendo pisado, imóvel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-5947374409048269779?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/5947374409048269779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=5947374409048269779' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5947374409048269779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5947374409048269779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/10/intocavel.html' title='Intocável'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7226596158647832039</id><published>2010-10-12T12:22:00.001-07:00</published><updated>2010-10-12T12:22:31.978-07:00</updated><title type='text'>Branco</title><content type='html'>Era eu chagando lá onde eu sempre quis estar. Mas eu não sabia de nada, nem o que eu temia. Havia uma casa, que eu nunca entrei, onde poderia estar toda a segurança que eu precisava naquele momento. Meu coração não se encontrava na ferrugem das chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixado do lado de fora eu caminhei como estivesse sob a chuva. No entanto estava tudo seco à minha volta. Então eu vi um anjo. Frágil, o abracei. E nesse abraço sem reflexo, descobri que o anjo não tinha asas e que não poderia me levar para voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desviado meu caminho, eu subi em um trem. Me vi, um dia, no sorriso de quem chorava como eu. E, achando que meus pés estavam no chão, eu quis levá-lo comigo para um passeio. Porém o trem chegou vazio na última estação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No avesso dessas histórias, um rosto perdido quis me entregar seu coração. Ainda preso a uma viagem não feita, eu recusei. Fechado de culpa, eu maculei aquele coração com meu silêncio imaculado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, cansado desse caminhar, me deitei num canto da noite. Ounvindo o barulho do mar, como numa lenda, meu coração pequenininho se apaixonou por uma estrela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7226596158647832039?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7226596158647832039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7226596158647832039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7226596158647832039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7226596158647832039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/10/branco.html' title='Branco'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7338814101998006473</id><published>2010-10-07T20:03:00.001-07:00</published><updated>2010-10-07T20:03:30.257-07:00</updated><title type='text'>O Poeta Que Não Sabia Rimar</title><content type='html'>Contam que vivia num reino muito distante, um pobre camponês que se apaixonou por uma estrela. Todos os dias, era pelo brilho breve que ele veria à noite que ele aguardava. E sua família não entendia seu coração vazio. Tantas moças olhavam para ele, mas seus olhos já estavam cheios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhava estar perto dela. Tinha as idéias mais malucas para tornar próxima a estrela que brilhava. Todas as noites, sufocado de palavras, ele lhe contava suas histórias. Era sua forma de fazer parte da vida dela, lá no alto, entre tantas outras estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele ouvia todas as palavras que ela dizia, com atenção. Não queria perder o que a estrela lhe contava, pois, se perdesse, sentia que isso aumentaria a distância que existia entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrela derramava sobre ele palavras, vírgulas e pontos finais. Então o camponês ia construindo uma escada mágica, com seus versos tímidos que não rimavam. Toda a noite ele olhava para ela, esperando palavras que iriam cair para colocar em sua escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isso, o pobre camponês guardava em seu coração. Pequeno. Frágil. Guardava os olhos da estrela de todos os habitantes do reino. E guardava a escada ainda incompleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doíam-lhe os dias que seguiam as noites sem uma palavra sequer para ele colocar em sua escada de versos. Mas ele nunca desistia. E seguia seus dias a esperar a noite, pelas letras que ele misturaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final dessa história é incerto. Dizem que ele conseguiu terminar a sua escada com a poesia que caia da estrela e que a encontrou lá longe, por fim. Certo é que de um dia para o outro nunca mais ouviram falar do camponês que brincou de poeta naquele reino e que, a partir desse fato, toda noite tinha um brilho especial no céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7338814101998006473?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7338814101998006473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7338814101998006473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7338814101998006473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7338814101998006473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/10/o-poeta-que-nao-sabia-rimar.html' title='O Poeta Que Não Sabia Rimar'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7142564970814969992</id><published>2010-10-04T19:03:00.001-07:00</published><updated>2010-10-04T19:03:56.480-07:00</updated><title type='text'>Spiccatto</title><content type='html'>Cansado, eu parei de caminhar. Mas o cansaço não estava em minhas pernas, estava nos meus pensamentos recorrentes. E nas histórias que se repetiam, com personagens trocados. Foi assim, de repente eu parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me pergunte como, no entanto uma música tocou repentina e intensa. Desconhecida, não estava perto, porém marcava cada acorde das músicas que eu tinha em minhas mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei meu olhar para algo que eu não enxergava, como quem olha para o horizonte do mar. O frio das histórias rompidas me cobre o corpo e tento fugir num suspiro indefeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulho, breve, na música efervescente. Não sinto mais nenhum cansaço. Apenas um desejo lancinante e incurável de estar dentro dos seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um solista na praia, com o olhar além do horizonte, mais belo que o oceano. Me aproximo cheio de carinho e me deito em seu colo, entregue, feito as músicas que tenho nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teço, com um cuidado que nunca tive, uma capa para o herói dos quadrinhos que eu desenho em minha pele. O sorriso sobre essas palavras de agora eu entregaria apenas a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses segredos invisíveis se propagam. E como é cálido te-los, enquanto as letras se juntam buscando não escancarar seu nome!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fantasio, tímido, estar além do horizonte que aquele solista da praia observa. Solto as músicas que carregava e ofereço minhas mãos nuas para tocarem uma música para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encantado, eu olhei para o mar. Mas a palavras não estavam em mim, estavam sobre aquele homem na praia. As palavras que se repetiam, num conto inédito. Foi assim, de repente eu olhei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7142564970814969992?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7142564970814969992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7142564970814969992' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7142564970814969992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7142564970814969992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/10/spiccatto.html' title='Spiccatto'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3799492689473499038</id><published>2010-09-29T19:44:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T19:45:10.663-07:00</updated><title type='text'>Citações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;"Escurece, e não me seduz tatear sequer uma lâmpada".&lt;br /&gt;                                           (Drummond)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A loucura em mim é pura. Como estivessem todas as metáforas quebradas, isso que sai de meus olhos agora não se explicam. Mais bonito do que você é ou do que eu me tornaria, "você não sabe", mas são as coisas que eu sinto em segredos escritos, de uma poesia que eu não conhecia, da "palavra que não existe". Pura, é a saudade de um rosto que eu nunca toquei e loucura são todas as coisas que eu faria para tocá-lo. E cada passo louco que eu desse me faria mais puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se explicam esses olhos de lágrimas suaves. Ou o nome que se repete nas músicas que eu ouço. "Quase triste" se faz esse verso, porém, na minha ânsia impaciente, uma calma repentinha: há de chegar "minha hora, meu momento, minha vez de te encontrar". Não se explica, pois, esse rosto lá de longe, de onde brotam somente palavras "muito mais do que lindas". A pureza em mim é louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3799492689473499038?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3799492689473499038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3799492689473499038' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3799492689473499038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3799492689473499038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/09/citacoes.html' title='Citações'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4047904999881767001</id><published>2010-09-26T13:00:00.000-07:00</published><updated>2010-09-26T13:03:13.926-07:00</updated><title type='text'>Abraço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;"...na tua presença palavras são brutas"&lt;br /&gt;(Cecília - Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele juntou todas as palavras que conhecia. As combinou de todas as maneiras possíveis, para dizer da maneira mais nua, em seu silêncio, o nome do seu amor. Eis que um dia, num descuido, palavras erradas mancharam a poesia. E, como quebrassem todas as flores, uma lágrima ele viu cair. Não da Bailarina, ou da Borboleta, nem do Colibri. Era sua. Inocente, na sua meninice desastrada, de quem não sabe do mundo, ele feriu o coração daquele que ele só via amor. Percebeu, logo, o quão brutas eram suas palavras e seus versos brancos. Olhou, em desespero, tudo o que havia escrito. Quis queimar! Que verso abusado esconderia outra flecha que ele jamais desferiria? Percebeu que não existe palavra bonita que descreva o passo da uma bailarina. Ou o acorde de um violino. Quis encarar quem ele ama o mais breve possível e pedir perdão por seu verso sem afinação. Todas as coisas que sentia ele diria, pois, num abraço. Ele guardou todas as palavras que conhecia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4047904999881767001?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4047904999881767001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4047904999881767001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4047904999881767001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4047904999881767001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/09/abraco.html' title='Abraço'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7542939826853583736</id><published>2010-09-06T15:59:00.000-07:00</published><updated>2010-09-06T16:04:30.063-07:00</updated><title type='text'>A Noite Do Meu Bem</title><content type='html'>- Sinto como se eu tivesse te roubado uma poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele saiu pela cidade sem estar certo do que queria encontrar. Havia um beco sujo que ele entrou. Parou diante de uma porta metálica. Pode ouvir uma música abafada e risadas. Aproximou-se, abriu a porta e então se deixou invadir pelo lugar. Um zumbido disforme tomou seu ouvido e a multidão aglomerada naquele ambiente fazia com que vultos coloridos surgissem freneticamente em sua frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos braços, mãos, rostos e saliva, persistia em sua mente um olhar, como premonição. No entanto, em meio àquela confusão, ele não conseguia pronunciar nenhum nome. Uma moça de simpatia vulgar lhe exibe um sorriso de plástico no balcão. Ele pede um drinque e finge se concentrar no gelo que bóia na bebida. Conforme ia bebendo, a luz e o ruído do local iam penetrando mais e mais a sua mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num determinado momento não sabia se o que via estava ao seu redor ou dentro da sua cabeça. Pensou estar voando. "Você está bem, cara?", pode escutar a moça do balcão perguntando. "Eu estou meio tonto", disse, ou pensou em dizer. "Não sofra mais", disse uma voz masculina. A luz e o ruído, então, deram lugar a um breu agudo e sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahhh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou assustado, suando muito. Estendeu os braços e olhou para suas mãos. Estavam vazias. Mãos limpas de um anjo torto. Arrepiou-se. Quis se lembrar do que acontecera na noite passada. Ou no sonho recente. Não tinha certeza de nada. Só que por um momento as luzes frias daquele lugar foram interrompidas por uma voz alegre que brilhava como esmeralda. Entendeu, pois, que anjo não era ele, torto, e sim aquele que conseguia ser mais bonito que qualquer palavra escrita.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rádio que ele não se lembrava ter no quarto, Dolores Duran cantava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hoje eu quero a rosa mais linda que houver&lt;br /&gt;quero a primeira estrela que vier&lt;br /&gt;para enfeitar a noite do meu bem..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a voz daquela cantora ia se desfazendo no sonho que emergia, ainda se lembrando do anjo, cerrou o olhar para preservar toda a pureza que ele queria lhe dar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7542939826853583736?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7542939826853583736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7542939826853583736' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7542939826853583736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7542939826853583736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/09/noite-do-meu-bem.html' title='A Noite Do Meu Bem'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7312943657220712900</id><published>2010-09-02T20:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-02T21:03:02.379-07:00</updated><title type='text'>Jazz</title><content type='html'>As luzes ainda estão apagadas. Entro sem fazer barulho e caminho entre as mesas e cadeiras vazias. O cheiro inconfundível de eucalipto sobe do chão de taco. Então a vejo, lá no fundo, costurando algo em seu vestido. Paro um instante, mas ela já me notou. Continua sua costura introspectiva e me lembro, então, de como me intimidou sua voz úmida e quente na noite em que nos conhecemos. Quis ter dito isso naquele dia, porém seus olhos não me deixaram. Ela para a costura sem levantar a cabeça. "O que quer aqui", a sinto perguntar. Aproximo-me. Minhas mãos começam a tremer, frias. Esqueço-me do porquê de estar ali e nenhuma palavra vem a minha boca. Observo o vestido vermelho, brilhante, que escorre caudaloso em seu colo. Ela volta a costurar, mas antes me faz um gesto. "Diga logo, ande", a sinto novamente. Olhando para seu cabelo castanho começo a dizer, sem certeza alguma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Naquela noite que eu te conheci... Sua voz... Naquela noite... Eu sei que sou um louco por estar aqui... Não me entenda mal, por favor... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompo minha fala, confuso. Frágil. Por um momento ela parece chorar. Ou rir. Revejo em minha mente seu rosto de beleza indecifrável. Olhar para ela era como ler um poema. Tento recomeçar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro. Minha garganta está seca. Então ela me mostra seu rosto. É o mesmo, só que mais frio. Ela deixa o vestido e a agulha de lado. Levanta-se como quem vive nos anos 20 e me encara. Seu olhar é o mesmo, só que mais quente. Hipnotizado, abandono todos os meus sentidos. Suas mãos tocam meu peito e sua boca encosta na minha. Sinto ferver em mim uma coisa lancinante, não sei se é sua língua que dança com a minha ou se é uma lâmina que acaba de perfurar minha barriga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7312943657220712900?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7312943657220712900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7312943657220712900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7312943657220712900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7312943657220712900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/09/jazz.html' title='Jazz'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-399290796386533645</id><published>2010-08-30T19:00:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T19:01:11.576-07:00</updated><title type='text'>Metáfora</title><content type='html'>"(...) nunca haveria escuro o suficiente para sobrepor aquele olhar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem palavras que não podem ser escritas - pensou. No entanto, como não escritas, não seriam também pronunciadas. Do seu canto sem ruído, viu surgir, remota, uma paixão que carregava a música no ombro e a regia com as sobrancelhas. Logo soube o nome que desejaria, mas não poderia dizer. Se lembrou, imóvel, da mulher que lhe contara estórias de uma paixão anônima. Soltou um sorriso de nervosismo ao relembrar dos olhos dessa mulher que brilhavam ao citar aquele nome. Paixão sinônima, então, ele percebeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os versos bonitos que ele conhecia já estavam velhos. Ou não seriam o suficiente para tornarem breve a necessidade que surgia. Sentiu falta do calor daquele outro. Sentiu uma falta abissal de cada parte do corpo que ele não tocara. Seu texto confuso era trêmulo, amedrontado e urgente. Queria dizer o tamanho do seu amor, porém, temendo serem pobres as palavras, o escondeu num gesto que ele descreveu com cuidado. A poesia atropelava a beleza que ele via cair como chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele risca o que escreve. Suas palavras não são vermelhas como a música que escuta sem parar, nem seu texto claro como a cortina que filtra a luz lá de fora. Olhou para si, menino, tão cru, se viu incapaz de escrever metáfora maior que a beleza que presenciava. No fundo do seu peito uma coisa doía. Olhou para si, homem, tão nu, quis não sentir culpa ao dizer o nome de quem amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem palavras que não podem ser escritas. Escreveu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-399290796386533645?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/399290796386533645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=399290796386533645' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/399290796386533645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/399290796386533645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/08/metafora.html' title='Metáfora'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8525445501114361903</id><published>2010-08-17T16:50:00.001-07:00</published><updated>2010-08-17T17:04:44.240-07:00</updated><title type='text'>Sonho</title><content type='html'>Ele estava deitado de bruços, coberto até a metade do corpo por um lençol branco. Observava imóvel a silhueta nua deitada ao seu lado. Não sabia se estava dormindo ou se também mergulhava em pensamentos naquele escuro quieto. Ele via muitos significados naquele corpo que se desenhava ao seu lado e para si confessava um sorriso. Ontem não existiam sonhos sobre aquela cama e hoje, como um segredo entre tantos, ele sonhou com o amor pela primeira vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, ficou com medo do que sentia. Observando a leveza imóvel daquele que estava deitado ao seu lado e com lágrimas nos olhos, sentiu-se tão pequeno. Sentiu-se nas mãos do outro. Não tocou aqueles ombros com receio de que seus gestos denunciassem o quanto ele estava preso a uma pessoa tão livre. Percebeu, porém, que sua cautela fizera com que ele ficasse em silêncio demais. Ficasse nu demais. Resolveu quebrar a quietude escura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tenho medo de lhe falar das flores e me tomares como louco. E de falar da voz e me achares um tolo. Bestificado, em cada pausa ou silêncio seu, é como se eu tivesse errado a rima, desafinado o verso e as palavras fogem de mim como eu acho que você fugiu naquele instante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu sussurro saiu grave e desesperado. Mas estava aliviado. Olhou com admiração aquele que estava deitado ao seu lado. Imaginou os momentos que ele não estaria ali. E imaginou, também, os momentos que estaria sob ele, tendo certeza que nunca haveria escuro o suficiente para sobrepor aquele olhar. Sorriu outra vez e, na sua confusão, pensou adormecer. Ou acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8525445501114361903?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8525445501114361903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8525445501114361903' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8525445501114361903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8525445501114361903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/08/sonho.html' title='Sonho'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4056241929839225419</id><published>2010-08-08T21:51:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T22:43:23.182-07:00</updated><title type='text'>Verde</title><content type='html'>Sempre existe uma varanda, porque sempre existe um lugar que é um pouco o lado de dentro e um pouco o lado de fora. E enquanto eu estou ali, observo você que corre por todos os lados e sempre vem a mim com as mãos cheias de coisas. Eu sorrio quando você me oferece algo para experimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo, então, seus olhos profundos como os daquela velha atriz, que dizem tanta coisa que eu não entendo. Mas, como naquela atriz, minha atenção se prende em sua boca. Como se no olhar estivesse a alma e nos lábios estivesse a carne.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe verso que seja livre o suficiente para correr por onde vão os seus pés. E com meus olhos de folha, pendo meu corpo para fora da varanda. E lá fora, ainda olhando para o lado de dentro, caminho breve, sabendo que me olha de todos os lugares que estiver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, lhe digo no ouvido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é o vento que ensinou a flor a voar. Mas não digas a ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4056241929839225419?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4056241929839225419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4056241929839225419' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4056241929839225419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4056241929839225419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/08/verde.html' title='Verde'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4153722141030789768</id><published>2010-07-04T13:28:00.001-07:00</published><updated>2010-07-04T13:28:54.557-07:00</updated><title type='text'>Brisa</title><content type='html'>Eu caminhava por uma cidade que queria ser grande. Era tudo muito claro, havia muito sol ali. As pessoas me lançavam olhares desconfiados, elas não me conheciam, porém logo se desinteressavam. Eu tinha que encontrá-lo, mas o que me guiava não era nenhum dado, nenhuma coordenada. Eu simplesmente sabia aonde ir, e não sabia mais nada. Parei diante de uma casa um pouco antiga, abri o portão um pouco baixo e subi cinco degraus até a porta um pouco aberta. Tinha uma mulher sentada no sofá marrom, lendo o que pareciam cartas já envelhecidas. Ela me viu. Fiquei um pouco receoso, até que ela sorriu. Eu entrei, passei por ela, que assentiu como soubesse o porquê de eu estar ali e segui até um corredor um pouco escuro. Fui até a penúltima porta e entrei. Ele ergueu os olhos, mas logo os escondeu. Era tímido com sua beleza inexplicável. Deitei-me ao seu lado e comecei a chorar. Ele me abraçou, não para me consolar, mas para dizer que partilhava da minha dor. "Todos eles vão embora", ele me disse. "Por quê?", eu perguntei, ele não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez as palavras foram interrompidas, porém não foram mortas. Dessa vez eu estava sob uma árvore, até que ele chegou e sentou-se comigo. Tímido por não saber das coisas, me estendeu suas mãos e dessa vez não havia futuro para ser lido. Ele me falou das feridas que ali existiam, me falou dos lugares que ele foi e de como se sentia em lugar algum. Eu o abracei e disse que eu estaria em qualquer lugar. Estendi-lhe minhas mãos, sem marcas, sem feridas. "Suas mãos são geladas", ele disse. Sorri, porque não tinha uma explicação e ele foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que existe um estado da consciência onde rompemos as barreiras do tempo e do espaço. Numa noite, então, quando marcavam todas as horas, em todos os lugares, eu pude ouvi-la e vê-la do meu canto escuro. E olhar para ela era eu me mostrar mais ainda, querendo saber a temperatura do corpo dela, querendo saber por quem ela sofria em segredo no camarim. Queria dizer que aquilo que doía em seu peito não era o coração, não era o amor. Mas sua música chega como brisa. Uma brisa um pouco quente como a casa um pouco antiga. Uma brisa interrompida, como minhas palavras sob a árvore naquela manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4153722141030789768?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4153722141030789768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4153722141030789768' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4153722141030789768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4153722141030789768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/07/brisa.html' title='Brisa'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2392207606890816416</id><published>2010-06-14T05:34:00.000-07:00</published><updated>2010-06-14T05:42:19.183-07:00</updated><title type='text'>Confissão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Luz apagada. O silêncio vai me cobrindo e no escuro eu vejo uma cena perdida na memória de algo que ainda não existe:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Eu teria suas mãos que imagino frágeis entre as minhas. Procuraria uma linha que eu diria ser a do amor e forjaria uma semelhança entre ela e uma das linhas de minhas mãos. "Cigano fajuto", você diria e então riríamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei a textura que tem a sua boca. No entanto você conhece o som da minha voz. Diferente de tudo o que foi falado, palavras não ditas nunca morrem. Me reviro na cama. Há tanto espaço. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;E você estaria ali. Eu, velando o seu sono, teria o mundo em minhas mãos e guardaria no bolso, indiferente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não pude me afogar no oceano, havia pegadas fortes demais na areia que, nesse escuro de agora, se revelam. Querendo me desvencilhar de um pensamento perigoso, eu o seguro mais forte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;De onde eu estava, eu subiria o rio todo de volta, e beberia a água pura da nascente. Você estaria na sombra ventosa de um vale. E eu te tiraria de lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse escuro que me tira o sono tem o cheiro na sua nuca. Sobram as cobertas com você lá, do lado de fora. Eu estava atrás de uma porta que nunca foi aberta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;O único segredo que guardo é dito nas perante-linhas, mas eu nunca revelaria. Então você me ensinaria algo que eu não conheço e eu poderia te proteger de tantas dúvidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha fala não termina, pois há algo que não pode ser dito. Minha fala não termina e nem sossega, pois ponto final.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2392207606890816416?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2392207606890816416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2392207606890816416' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2392207606890816416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2392207606890816416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/06/confissao.html' title='Confissão'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2054477698874288523</id><published>2010-05-01T22:25:00.001-07:00</published><updated>2010-05-01T22:25:52.848-07:00</updated><title type='text'>Um pouco do mar</title><content type='html'>Areia macia. Eu estava na praia vazia e meus pés tocaram o mar, que extendia-se verde e vivo. Repousei, sob encanto, no raso que as ondas vinham batizar. Aos poucos água foi molhando minhas pernas, pescoço e braço. A tarde caia como eu mergulhasse no verde doce do mar ao meu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposto e protegido, algumas pegadas na areia vão sumindo, outras tão profundas silenciam-se com o sol escondido no horizonte verde do oceano. E a praia de repente é minha e eu sou o menino que repousa no peito do mar para me sentir seguro. Uma onda suave é o beijo que vem breve e demorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percebo, todo o oceano sou eu, e ele, ele todo, é o anjo que vê em meus cabelos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2054477698874288523?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2054477698874288523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2054477698874288523' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2054477698874288523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2054477698874288523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/05/um-pouco-do-mar.html' title='Um pouco do mar'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3045069089106057988</id><published>2010-04-26T20:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T20:33:08.583-07:00</updated><title type='text'>Canção de Ninar</title><content type='html'>Bate na praia a onda a assombrar o menino.&lt;br /&gt;Adormece, protegido, e sonha pequenino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escuro atormenta o pequeno que não pronuncia.&lt;br /&gt;De olhos abertos, o que teme, silencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ele chamaria? Quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixinho, ele diz:&lt;br /&gt;- Avô, me leve brincar com suas tintas, cá no escuro, sozinho, eu não quero ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre, e foge da margem que a lua assombreia.&lt;br /&gt;Ladino, o menino do mar corre na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele cresce e não mais medo terá.&lt;br /&gt;Um dia ele cresce e outro menino será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ele chamaria? Quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixinho, ele diz:&lt;br /&gt;- Anjo da guarda, anjo da guarda, por favor o escuro me permita suportar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3045069089106057988?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3045069089106057988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3045069089106057988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3045069089106057988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3045069089106057988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/04/cancao-de-ninar.html' title='Canção de Ninar'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3618538966283232294</id><published>2010-04-22T20:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T20:56:15.323-07:00</updated><title type='text'>Poema Sem Final</title><content type='html'>Do livro das madrugadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vejo que vem chuva. Ao longe os cães ladram. Seria o vento a lhes assustar? Ou seria alguém a pular o muro? As roupas balançam no varal. Vultos de fantasmas que não existem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E o grito dos cães que não silência?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É a chuva, que chega e vai embora, sem ninguém perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Seu rosto se forma em pensamento. Talvez eu tenha te tocado num espaço vazio do vento, onde eu não sabia o seu nome. Você surge como o primeiro capítulo, seguindo um prólogo interminável e confuso. Você, então, é outro. Não é o puro, não é o louco, não é o doce e nem aquele que me chamou como se eu fosse um apóstolo de Cristo. Você é todos eles à sua maneira que eu desconheço (e um dia descubro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve, pois, uma casa que não se abriu, uma concha que se fechou e um arcanjo sem asas que não me encontrou. Surge, súbito, uma estrada sem horizonte onde caminhas descalço, mas não lhe vejo. Ouvir os seus passos é o suficiente para eu segui-lo. Breve eu te alcanço e faço o afago perdido no vento, onde, então, você diz meu nome. Meu pensamento se forma de seu rosto. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3618538966283232294?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3618538966283232294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3618538966283232294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3618538966283232294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3618538966283232294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/04/poema-sem-final.html' title='Poema Sem Final'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6087718413093956727</id><published>2010-04-15T22:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T22:36:26.553-07:00</updated><title type='text'>Pó</title><content type='html'>Um giro. E o vestido de tecido pesado e verde fez um som grave. Parou o olhar num canto vazio do quarto. Era louca. As frestas da janela que sempre estivera fechada iluminavam o pó que subia do assoalho. Caminhou até o corredor com três passos longos e firmes. Parou. Como estivesse assustada com sua pressa sem sentido. Ergueu os braços diante dos olhos. Suas pulseiras fizeram um som lento e agudo. Olhava suas mãos como se não acreditasse que elas fossem suas. Curiosidade e terror. Riu. Riu porque estava só. E o riso ecoou por todos os cômodos sem mobília daquela casa. Então veio um silêncio repentino. Era como se chorasse, mas nenhum músculo de seu rosto se movia. Seus olhos eram o corredor vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu a escada com o cuidado de uma velha temerosa. Passo por passo. Degrau por degrau. Parou um instante no final, onde antes havia um espelho e abraçou-se, se confortando de um frio imaginário e súbito. Poderia ter cantado baixinho, mas todas as músicas que conhecia eram óbvias. Imaginou a porta da rua sendo aberta, quando a levariam para uma terra sem nome e todos os relógios seriam desligados. Novamente olhou suas mãos. E tocou seu corpo com violência. Depois com suavidade. Queria ter certeza que era real. Então correu seus olhos pela casa, desconfiada, como se em algum lugar daquela casa vazia tivessem escondido algo dela. Algo que só poderia pertencer a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente ela era uma criança sem medos e correu até a sala, eufórica. Porém nada havia ali, também. Ela sorriu. Olhou ao redor como somente ela visse uma sala cheia de coisas. Deitou-se sobre o tapete que não existia e gargalhou, de olhos fechados. A sala fora sempre cheia e sempre tivera uma mão de alguém bem maior que ela para ela segurar. Não agora. Não enquanto enchia de pó do assoalho o seu vestido denso e verde. Abriu os olhos. Encarou o teto, lúcida. Como uma loucura dentro da loucura. Levou a mão até o busto e retirou um pedaço de papel. Hesitou. Tinha medo de reler palavras conhecidas. Desdobrou cuidadosamente, com uma espécie de carinho ao contrário. E então ela leu tudo de novo, lamentando cada palavra que sabia de cor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Escolhi outro pássaro para voar sobre o meu jardim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis queimar o papel na lareira, mas não tinha fogo, nem lenha. Então o guardou junto ao peito, novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6087718413093956727?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6087718413093956727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6087718413093956727' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6087718413093956727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6087718413093956727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/04/po.html' title='Pó'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6716786999988041265</id><published>2010-03-28T21:40:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T00:00:21.790-07:00</updated><title type='text'>O Sorriso Mais Bonito</title><content type='html'>Eu me lembro quando só você estava lá. E pela primeira vez eu me dei conta que eu estava em suas mãos, num papel pardo retangular. No entanto, talvez pela beleza do momento, eu guardei o papel como se guardasse um sentimento que não deveria se manifestar. E como um vulcão adormecido os dias foram sendo riscados e eu não encontrava o verso certo que ocultasse o que entraria em erupção num descuido anunciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro que música tocava, mas de repente eu pude desenhar todos os contornos do seu rosto na minha mente e, ainda sem entender o que me passava, novamente escondi, eu me via tão frágil. Lembro de falarmos sobre uma noite sem luar, por conta de musas que não estavam lá. Existia, pois, o óbvio que eu não queria ver pelo medo que sempre me despiu em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos encontramos, então, num espelho transparente e pensei ouvir minha voz em eco enquanto lhe escutava. Como se anseios em comum pudessem saciar-se. Porém as razões que desviam seus olhos e os preenchem de outro nome, são quase tão misteriosas quanto aquelas que deixam os meus sem ressonância. O receio mudo de dizer o que você já sabe é o que mais me assusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não te tocaria, por medo de me afastar. Ou eu me afastaria de todos, por desejo de te tocar. Sinto-me um sussurro na boca do mundo, mas já não importa, tudo o que eu disse foi por desejo de ser ouvido da minha maneira covarde e sincera. Eu tenho escrito em minhas mãos vazias uma frase-verso que me escapou na noite finda: "O trem chegou vazio na última estação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu maldigo a poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6716786999988041265?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6716786999988041265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6716786999988041265' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6716786999988041265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6716786999988041265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/03/o-sorriso-mais-bonito.html' title='O Sorriso Mais Bonito'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6348588844932121005</id><published>2010-01-12T06:17:00.001-08:00</published><updated>2010-01-12T06:18:59.119-08:00</updated><title type='text'>Entre portas e paredes</title><content type='html'>Vasculhe as gavetas.&lt;br /&gt;Onde está, onde está?&lt;br /&gt;Procure em cima do armário.&lt;br /&gt;Onde está, onde está?&lt;br /&gt;Encontre entre os guardados.&lt;br /&gt;Vá buscar, vá buscar.&lt;br /&gt;Não me tomes como louco.&lt;br /&gt;Há de estar, há de estar.&lt;br /&gt;Mas se surpreenda.&lt;br /&gt;Por cantar, por cantar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6348588844932121005?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6348588844932121005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6348588844932121005' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6348588844932121005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6348588844932121005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2010/01/entre-portas-e-paredes.html' title='Entre portas e paredes'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1897350473575256249</id><published>2009-11-25T03:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T03:59:50.054-08:00</updated><title type='text'>Primeira Vez</title><content type='html'>Coloco o filme que já assisti e quero lhe mostrar, como se você pudesse sentir a mesma coisa que senti. Mas você parece não se interessar muito. Na penumbra ficamos encostados um no outro e logo meus olhos ficam pesados. Passivo, lhe observo. Você agora parece se interessar um pouco pelo filme e sinto como se eu não estivesse ao seu lado e minha mente fica ao seu redor. Quando te olho sem você me ver, é como se eu estivesse diante do espelho. Mas você é sempre mais belo no teu riso empolgado. No brilho do teu olhar. Na sua alegria quase infantil. Então é mais doce, então é mais frágil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso no que dizer quando o filme acabar. "É bom, mas não o meu estilo", você vai dizer e eu vou sorrir, tímido, porque minha tentativa de unir o que é meu com o que é seu terá sido em vão novamente. Ficamos sem dizer nada quando eu procuro novas formas de dizer velhas coisas. Parece que você sempre está pensando naquilo que para mim é inimaginável. Como se não falássemos a mesma língua em nosso silêncio, a conversa que aconteceria se encerra antes de começar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme avança e você parece ter se deixado levar pela história da mãe que não ama a filha. Estamos próximos, seu cheiro é suave e quente, eu queria lhe dizer isso, mas existem coisas que cortam como faca. E a lamina é cega. Minha mão, por fim, cai sobre a sua, aproximo meu rosto, seu cheiro é mais suave, é mais quente... Assim, quietos, nos entendemos. O filme termina e a tela azul te deixa mais pálido e nesse instante eu compreendo tudo! Pela primeira vez eu vi através de seus olhos escuros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1897350473575256249?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1897350473575256249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1897350473575256249' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1897350473575256249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1897350473575256249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/11/primeira-vez.html' title='Primeira Vez'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3687108404992039350</id><published>2009-11-15T17:10:00.000-08:00</published><updated>2009-11-15T17:11:33.674-08:00</updated><title type='text'>Há anos...</title><content type='html'>Ele tinha medo de perder quem ele amava. Ele tinha medo de perder quem o protegia das coisas que ele nem conhecia. Mas, essencialmente, ele ria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha colegas e amigos que nunca mais veria. Gostava, mesmo, de brincar sozinho. Onde tudo era seu, o começo e o fim da história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, ele tinha dentro dele uma forma de amar que ainda não entendia, mas que o afastava de todos. Era silencioso, introspectivo, mas quando sentia-se à vontade, era a alegria de todos. Momento raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhava com poucas coisas. Talvez com o amor que não encontraria quando se lembrasse disso... Mas sempre quis estar longe de onde estava. Longe dos que amava, dos que o protegia, sim, mas sempre se via num apartamento de uma grande cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fora romântico. Tudo era proveniente da fantasia de seus pensamentos e tinha uma amigo invisível, que vivia dentro dele. Um pouco mimado, nunca gostou de receber ordens, mas aprenderia sobre isso no futuro. Ah, criança mandona, criança chorona, criança que guardava em silêncio o mal que lhe faziam. Ele tinha medo de reclamar, pois sabia que a quem ele recorreria tinha a mesma opnião de quem o agredia. Era o amor que ele não conhecia (apenas sentia) que ofendia os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança que um dia se esconderia na noite. Ele era tímido, e seria assim sempre, e seria sempre em parte criança. Cuidaria de um jardim, com flores que seriam as palavras que ele diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria sempre brincar, sempre conversar, mesmo isso não sendo recorrente. Ele queria se libertar por uma coisa que ele mal conhecia.Um dia encontrou um vampiro que o ensinou a escrever, mas aí outra fase se iniciou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3687108404992039350?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3687108404992039350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3687108404992039350' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3687108404992039350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3687108404992039350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/11/ha-anos.html' title='Há anos...'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-5605038117874277857</id><published>2009-08-26T08:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T08:16:34.269-07:00</updated><title type='text'>Manhã Triste.</title><content type='html'>"Manhã triste", ele diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem sei que ventos batem a sua porta. Da varanda imaginária, da casa inexistente, observo-o caminhando próximo à estrada. De novo, não sei que caminhos percorre. As árvores são secas e silenciosas vistas daqui e é bonito como ele desaparece na curva e no ar fica seu corpo desenhado a pó, feito tatuagem no vento.&lt;br /&gt;"Deixa. Ele sabe o que está fazendo", me diz uma senhora que me observa enquanto poda a roseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustado, eu a encaro, porém não pergunto nada. Quando volto a olhar para estrada só vejo a curva sem final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente é um tempo sem tempo. Estamos em um apartamento antigo, na rua Augusta, aos poucos o som da cidade vai nos acordando. A janela sem cortina nos joga o sol quase que com vulgaridade. Cara a cara, abrimos os olhos e nos encaramos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando procuro sua expressão doce e espírito livre, me recordo da senhora e da roseira que ela impedia de crescer. Penso em ajeitar o seu cabelo bagunçado, mas a única coisa que faço é dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-5605038117874277857?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/5605038117874277857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=5605038117874277857' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5605038117874277857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5605038117874277857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/08/manha-triste.html' title='Manhã Triste.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-254704920855132094</id><published>2009-07-01T08:31:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T08:47:23.722-07:00</updated><title type='text'>Não-soneto</title><content type='html'>O tempo parou.&lt;br /&gt;O silêncio que ecoa de outros versos ainda tremula em minha boca.&lt;br /&gt;Parados no tempo, ainda perseguimos nossas fantasias como crianças que somos nesse mundo que nos assusta. &lt;br /&gt;Por um breve momento meu espírito voou e eu achei que você estaria próximo a mim.&lt;br /&gt;Eu disse o que sentia, e percebi que o silêncio não era em minha boca, e sim em seu ouvido.&lt;br /&gt;Tão docemente você confidenciou suas dúvidas nas palavras que não disse, eu sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parou.&lt;br /&gt;Os sonhos foram deixados de lado e a poesia interrompida.&lt;br /&gt;Distante de tudo, os desejos escorregam de minha mão e me pergunto: por que devemos esperar tanto?&lt;br /&gt;Vejo em seu olhar escuro as dúvidas se denunciarem, mas as respostas em sua boca hesitante são tristes. &lt;br /&gt;Cansado, eu te chamo pelos versos disformes que deixo aqui ao acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parou.&lt;br /&gt;As possibilidades vão se desconstruindo.&lt;br /&gt;Você não teme olhar para trás e ver as cinzas do que nem chegou a existir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parou.&lt;br /&gt;Sempre um sonhador eu lhe vejo partir.&lt;br /&gt;Aceno sem resposta, mas uma parte de mim ainda vai contigo. Por que me tomas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parou.&lt;br /&gt;Mas eu sei que voltarei a evocar seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o que temos de parecido é o que mais me assusta)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-254704920855132094?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/254704920855132094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=254704920855132094' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/254704920855132094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/254704920855132094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/07/nao-soneto.html' title='Não-soneto'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4606043012730229334</id><published>2009-05-30T20:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T20:06:02.286-07:00</updated><title type='text'>Outro.</title><content type='html'>Seu nome eu escrevo e apago repetidas vezes.&lt;br /&gt;Tento descrever o que seus olhos vêem e sua boca não diz.&lt;br /&gt;Em alguns momentos eu sinto que sou cada instante desse silêncio que seus olhos denunciam.&lt;br /&gt;Porém, depois eu não sei de nada. &lt;br /&gt;Com a sutileza mais escancarada, eu lhe digo que acredito em todos os seus sonhos e seu semblante mudo me faz todo o sentido.&lt;br /&gt;Mas as palavras que conheço não são o suficiente.&lt;br /&gt;Absorto, num desvario premeditado, assim eu lhe busco. &lt;br /&gt;(E crio você a me buscar)&lt;br /&gt;Eu escrevo e apago, quando duas palavras bastariam...&lt;br /&gt;Seu nome é um segredo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4606043012730229334?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4606043012730229334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4606043012730229334' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4606043012730229334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4606043012730229334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/05/outro.html' title='Outro.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2176061146190246841</id><published>2009-05-06T11:46:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T12:01:59.157-07:00</updated><title type='text'>Arder-te.</title><content type='html'>Onde arde,&lt;br /&gt;Arde breve (e para sempre).&lt;br /&gt;E doar-te é tão impensável.&lt;br /&gt;E, para sempre, arder-te é tão impossível.&lt;br /&gt;Onde é árduo,&lt;br /&gt;Breve e impensável,&lt;br /&gt;Doar-te é para sempre.&lt;br /&gt;Arder-te, imprescindível.&lt;br /&gt;É árduo não arder-te.&lt;br /&gt;Onde arde,&lt;br /&gt;Arde breve (e não se sente).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2176061146190246841?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2176061146190246841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2176061146190246841' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2176061146190246841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2176061146190246841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/05/arder-te.html' title='Arder-te.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4293465063946584051</id><published>2009-04-08T05:32:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T05:34:24.469-07:00</updated><title type='text'>O Campo Sem Flores</title><content type='html'>Uma planta no campo sem flores. O sol a pino, a planta sem sombra. Poucas raízes, pois o seu verde ainda é novo. Seu verde ainda é virgem. Mas as raízes são profundas e a planta não se move quando o vento passa pelo campo sem flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horizonte o sol escorre. O escuro esfria o campo sem verde. A planta é só sombra. E a noite profunda brinca de macular a planta. Porém seu verde ainda é verde. As raízes ainda doem sob o campo sem flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente o vento uiva. E com ele vem a chuva breve sobre a terra seca. O verde da planta se ilumina e a terra é úmida. O uivo e a água vão embora. As raízes da planta tremulam e há música no campo sem flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma borboleta se aproxima da planta, trazendo mais dança que o vento. Pétalas sem cor se abrem e a borboleta toma de sua seiva.  Elas se vão, fazendo mais vento que a chuva. Vão embora do campo sem flores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4293465063946584051?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4293465063946584051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4293465063946584051' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4293465063946584051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4293465063946584051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/04/o-campo-sem-flores.html' title='O Campo Sem Flores'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8988537278812397798</id><published>2009-03-14T07:32:00.000-07:00</published><updated>2009-03-14T07:40:00.429-07:00</updated><title type='text'>Amanhã</title><content type='html'>“Parece incrível...”.&lt;br /&gt;O lençol branco não está sobre a cama. Talvez esteja lá fora, balançando no varal, ainda úmido. Você dorme. É um sono sem roupa que contemplo imóvel, como não quisesse quebrar o encanto. Imagino com o que será que você está sonhando, o que pode ser tão diferente do que eu desenho quando me escapa a realidade. Você se move bruscamente e sorrio ao pensar o quanto isso é seu, no entanto é um sorriso breve pois n’outro instante você vira-se e eu não vejo mais seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não amo ninguém”.&lt;br /&gt;Quase toco sua nuca, porém recuo. (Às vezes penso que eu sempre recuo ou que você sempre foge). Imagino que você está acordado, fitando o nada daquele quarto, em busca de uma forma de me dizer aquilo que você não quer, entretanto que aos poucos vai te levando para longe. Você faz alguns movimentos leves como sentisse meus olhos pelo seu corpo. Deitado ao meu lado você é maior que eu, mas quando estamos frente a frente, sua fragilidade quase me assusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É só amor que eu respiro”.&lt;br /&gt;A manhã vai se arrastando, todo o tempo a minha mente está ao redor da sua e eu percebo que não sei nada a seu respeito além do que você deixou escapar, por caridade, por provocação ou sem perceber. Você se vira, abre os olhos lentamente e encara o teto. Volta-se para mim, sorri, suave, e fecha os olhos de novo, escondendo o rosto e revirando-se na cama, preguiçosamente. Eu rio. Você me penetra os olhos e eu não volto a sorrir. Seu olhar é amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8988537278812397798?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8988537278812397798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8988537278812397798' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8988537278812397798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8988537278812397798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/03/amanha.html' title='Amanhã'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-5224026327405327102</id><published>2009-02-28T15:17:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T15:25:23.100-08:00</updated><title type='text'>Nu</title><content type='html'>Um anjo pousa ao meu lado. Tira sua veste branca de anjo e, nu, ele caminha. Mas não se mostra a ninguém. Ele permite-se tocar de leve as outras pessoas, no entanto é como se elas não sentissem, pois o anjo não olha para elas, não as vê, belas, pois é como que seus passos na terra crua lhe cegassem e o medo lhe faz crer que todos são feios. E a feiúra ele não toca. Na sua ingenuidade de anjo ele se aproxima, mas na aspereza humana (que ele desconhece) ele afasta todos ao seu redor e é como se ele se perdesse numa lágrima perpétua, num choro seco que nunca cessa, pois ele ainda não descobriu as suas asas. O sol vai mergulhando na linha do horizonte e é como se a figura do anjo encolhesse e eu vejo uma flor desprotegida secando lentamente. Uma flor que teme sugar a água que há na terra. E eu viro na próxima esquina, pois para mim seria tarde demais seguir aquele caminho. “Uma garoa fina poderia cair agora”, penso, como se tudo aquilo pudesse ser cena de um filme. E aquela criatura some às minhas costas, temendo nunca postar seus pés no chão em que pisamos e não sabendo que também seria tarde demais para ela aquele caminho, afinal, anjos não existem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-5224026327405327102?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/5224026327405327102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=5224026327405327102' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5224026327405327102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5224026327405327102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/02/nu.html' title='Nu'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3394435699483686508</id><published>2009-02-15T17:31:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T18:41:18.374-08:00</updated><title type='text'>O menino que caminha dentro de mim</title><content type='html'>O menino que caminha do meu lado não diz nada. Eu apenas quem falo. “Uma vez sonhei que estávamos num ônibus sem destino”. Ele nunca responde. Entretanto, com infinita delicadeza me põe milhares de interrogações no rosto que não posso sentir raiva. Num momento, o que vejo em seus olhos é o avesso da poesia e quase peço por favor para ele me dizer alguma coisa, mas eu nem seu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino que caminha à minha frente, caminha sozinho. A mesma chuva breve que molha seu rosto confuso, cai sobre mim como pedisse licença. Ele cantarola uma música que finjo não escutar, mas que não sai de minha cabeça. Por vezes pensei que ele olhava para trás, no entanto era só distração. Não sei para onde ele vai. Sei que quero apenas segui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino que caminha atrás de mim não pergunta por mim, ainda que diversas vezes eu lhe disse meu nome. Ele me diz poucas palavras. Ou palavra alguma. Então procuro no subtexto alguma forma de dizer para ele que eu lhe entregaria o que ele não me diz e quer, não hesitaria de num breve sorriso deixar verter tudo que ainda não aconteceu sobre a terra onde nossos pés se cruzam (feito brincadeira).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3394435699483686508?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3394435699483686508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3394435699483686508' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3394435699483686508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3394435699483686508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/02/o-menino-que-caminha-dentro-de-mim.html' title='O menino que caminha dentro de mim'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1163109579828410866</id><published>2009-02-07T19:10:00.001-08:00</published><updated>2009-02-07T19:22:36.302-08:00</updated><title type='text'>Um sonho.</title><content type='html'>Estávamos num shopping. Passeando. Amigos. Falávamos banalidades de amigos, alternávamos os grupos, sempre que andamos com várias pessoas, ficmaos alternando as ocnversas e etc. Eu me separei de todos num dado momento sei lá o porquê. Eu estava na entrada de um lugar que não sei direito o que era, tinham catracas e um balcão com duas moças e eu comprei um salgado. Depois eu acho você e os culpo. Vocês tinham me largado. Aí vamos ao cinema, eu ainda magoado. O cinema é enorme. As caderias formam um "escadaria" imensa. A Carla senta-se com o Felipe lááá em cima. Eu falo com ela. Aí vou me sentar com vocês. Passo pela Nair, por você, que está ao lado dela, pela Beatriz e pelo Mário. Você se levanta e vai se sentar pulando uma cadeira ao lado do Mário. Sento-me entre vocês. Você e Nair tinham quase se beijado e você mudou de lugar, tímido, contrariado. O filme começa. Eu deitei minha cabeça no ombro do Mário e ao mesmo tempo coloquei minha mão sobre a sua, pensei que você ia tirar a mão imediatamente, mas você não tirou. Nos olhamos. Apenas eu tenho medo. Nos abaixamos e trocamos carícias, escondidos (era um sonho, então era possível se esconder apenas se abaixando) eu, do Mário e você, da Nair. Aí eu te beijo, novamente achando que você fugiria, mas você acaba me dominando. Levantamo-nos. Temerosos. Olhamos para a Nair e para o Mário. Eu tenho mais medo. Nos olhamos e dizemos (no sonho, dizemos por telepatia) para tomarmos cuidado. Deito no Mário novamente, e nos damos as mãos (eu e você). O Filme acaba. A Carla e namorado descem. Nos olhamos outra vez. Ficmaos bem distantes no fim do passeio. Eu vou embora com o Mário. Na caminhonete dele. O caminho é bonito e triste. É um lugar sem casas, sem ninguém. Uma estrada fina, com curvas, num lugar silencioso, só mato, beeem verde, em volta. Eu sinto que o caminho é perigoso. Sei que estou indo para a cidade dele com ele, mas alguém tem algum problema com ele. E observo que ele está preocupado, distante. A caminhonete tem uma cor forte. Laranja? Vermelho? Não sei dizer. Era forte. O sonho acaba com esse ar de incerteza. O que ele fizera? O que eu fizera...&lt;br /&gt;Acordei com o gosto de sua boca dentro da minha e com uma angústia sem fim. Acho que é por isso que escrevo-lhe isso. Confesso que abrandei alguns detalhes, esse sonho todo como lhe conto já é constrangedor o suficiente. Não me julgue louco ou coisa parecida. Aliás, não me julgue. Sonhos simplesmente são sem explicação ou, às vezes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1163109579828410866?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1163109579828410866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1163109579828410866' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1163109579828410866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1163109579828410866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/02/um-sonho.html' title='Um sonho.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6603849368930222635</id><published>2009-01-10T16:38:00.000-08:00</published><updated>2009-01-11T03:35:05.068-08:00</updated><title type='text'>A Casa Que Nunca Entrei</title><content type='html'>A casa se desconstrói em minha mente.&lt;br /&gt;As janelas para sempre fechadas, emitem o constante som de IMPENETRÁVEL.&lt;br /&gt;Na porta, a fechadura escorre ferrugem, abandonada, como eu do lado de fora.&lt;br /&gt;O pó ao redor da casa me penetra os poros, mas teimo em avançar alguns passos.&lt;br /&gt;Encosto minha orelha na porta e ouço alguém caminhando lentamente, como dançasse a música que simulo escutar.&lt;br /&gt;Amo, naquele instante, os pés fartos dentro daquela casa, que dançam música alguma.&lt;br /&gt;Pela fechadura vejo um vulto que poderia ser eu, mas totalmente oposto, a melodia sepulta naquele corpo as palavras que insiti esconder (e falei).&lt;br /&gt;Vou embora, deixando uma parte de mim dentro da casa inviolável e meu amor sob os pés que aguardam o final da música que nunca toca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6603849368930222635?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6603849368930222635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6603849368930222635' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6603849368930222635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6603849368930222635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2009/01/casa-que-nunca-entrei.html' title='A Casa Que Nunca Entrei'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2698099337793826423</id><published>2008-11-23T15:32:00.000-08:00</published><updated>2008-11-24T04:06:01.744-08:00</updated><title type='text'>Grão-de-areia</title><content type='html'>Como um segredo, Grão-de-areia, dentro de uma concha adormece a sua dor.&lt;br /&gt;Querem saber seu nome.&lt;br /&gt;A pergunta ecoa no fundo do mar, mas seu nome é palavra que ninguém pronuncia.&lt;br /&gt;Em seu gesto contido penso que apenas um vento forte lhe moveria.&lt;br /&gt;No entanto, quando vejo as palavras que se formam atrás de seu olhar, sei que foi uma brisa que o levou para longe.&lt;br /&gt;Como um segredo, você me diz quem você é, entretanto nada se ouve e o silêncio é uma ferida aberta, selada na concha.&lt;br /&gt;Grão-de-areia, quando o mistério por trás de seus olhos escorrer em sua face, talvez eu não me surpreenda tanto, mas quando a brisa soprar ao meu lado, segurarei a Pérola, bem forte, e, em segredo, a lançarei ao mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2698099337793826423?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2698099337793826423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2698099337793826423' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2698099337793826423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2698099337793826423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/11/gr-de-areia.html' title='Grão-de-areia'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6624584577480836115</id><published>2008-10-21T23:08:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T21:32:59.361-07:00</updated><title type='text'>Leste</title><content type='html'>Onde é escuro, leve todas as histórias que você me contaria, leve o medo que eu sentiria diante de você. Envolva sua nudez incógnita com a brisa que me escapa pelas mãos e esconda onde eu não mais a veja. Roube-me as suplicas e as leve consigo para algum beco que eu não conheça, esconda-me as palavras reescritas e se arraste no sussurro que faço de conta não escutar. Caminhe para o oeste, fuja! Porém, antes silencie minha boca e não me deixe dizer o que está escrito em todos os lugares. Leve no bolso meus devaneios e despeje-os no cais da noite, quando lá chegar. Onde é escuro, finja se lembrar de alguém que você desconhece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6624584577480836115?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6624584577480836115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6624584577480836115' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6624584577480836115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6624584577480836115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/10/leste.html' title='Leste'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1826403128543857583</id><published>2008-10-11T21:24:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T21:25:24.466-07:00</updated><title type='text'>Mais Um</title><content type='html'>Quando frio você aperta o passo. Feito aquela Julieta que você não viu, eu estou no centro do palco, eu murmuro seu nome e lhe procuro na platéia, mas como você no frio, todos os rostos são desconhecidos e súbito eu estou sozinho. Feito aquela Julieta, no centro de nada, no canto do palco, eu choro pela boca. Quando passo, aperta o frio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1826403128543857583?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1826403128543857583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1826403128543857583' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1826403128543857583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1826403128543857583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/10/mais-um.html' title='Mais Um'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1783057246794885059</id><published>2008-10-11T21:19:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T21:24:31.485-07:00</updated><title type='text'>Quarto Escuro</title><content type='html'>Ninguém diz seu nome e&lt;br /&gt;Ninguém escuta quem sou.&lt;br /&gt;Próximo a você pode ser&lt;br /&gt;Qualquer lugar e tudo&lt;br /&gt;Que temos são os olhos fechados.&lt;br /&gt;“O sol nasce em seus lábios”&lt;br /&gt;Pela primeira vez ouço a sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero saber seu nome, não&lt;br /&gt;Quero dizer quem sou.&lt;br /&gt;Os olhos fechados me&lt;br /&gt;Aproximam de ti e escapo&lt;br /&gt;Indefeso, por todos os lugares,&lt;br /&gt;“O sol se põe em sua boca”&lt;br /&gt;Eu quase lhe revelo meu nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1783057246794885059?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1783057246794885059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1783057246794885059' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1783057246794885059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1783057246794885059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/10/quarto-escuro.html' title='Quarto Escuro'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2698055945951085534</id><published>2008-09-16T22:04:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T22:05:39.826-07:00</updated><title type='text'>Outro Sujeito</title><content type='html'>O silêncio é meu ópio. Olho para trás e lá estou eu lhe dizendo milhões de coisas, não lhe dizendo nada, querendo dizer-lhe tudo. Talvez eu não devesse ser dos seus e seja a ferida no orgulho dos meus. Você ameaça se repetir num outro sujeito, numa outra oração, a beleza cristalizada sobre o mesmo solo árido. As páginas brancas do livro que se fecha bruscamente. Que página estaria rabiscado seu nome? Por um breve momento eu deixo a venda costurar minha visão e enrolar-se em meu pescoço. Mas é tarde demais para outra sinfonia de um Orfeu desconhecido. Rasgo o pano, lhe ofereço meu ópio e exalto outros que são nem dos seus, nem dos meus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2698055945951085534?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2698055945951085534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2698055945951085534' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2698055945951085534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2698055945951085534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/09/outro-sujeito.html' title='Outro Sujeito'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6258933553832643473</id><published>2008-09-01T09:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-01T10:43:49.437-07:00</updated><title type='text'>Desacerto</title><content type='html'>Escorro por seu corpo me alimentando de seu suor. Seu gosto amargo me invade a boca e dançamos como estivéssemos diante de um espelho, com a porta trancada no quarto dos fundos. Você pinta lágrimas brancas em meu rosto, tece sua teia e me chama para ti. Beijo-lhe a nuca e digo-lhe um poema. "De tudo, ao meu amor serei atento/Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto/Que mesmo em face do maior encanto/Dele se encante mais meu pensamento". As palavras lhe penetram a mente e dentro de ti eu procuro me diluir entre tantas coisas que eu teria dito e nunca consegui. Dentro de ti encontro coisas que eu teria ocultado, querendo revelar. Num desacerto seu cheiro se mistura com outro rosto e por um momento cegamos um ao outro, sós. A unha risca a carne e cicio, infecundo, as lágrimas brancas dentro de ti. "Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure". Seu sorriso triste é um adeus prematuro. Permitimo-nos uma última intimidade, uma mão dentro da outra, lentamente, como carregasse um bilhetinho adolescente, mas seu rosto não me é passado nem futuro. Vou embora, como nunca estivesse estado e caminho, pois já é manhã (meio e fim).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6258933553832643473?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6258933553832643473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6258933553832643473' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6258933553832643473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6258933553832643473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/09/desacerto.html' title='Desacerto'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3562301522111633793</id><published>2008-08-25T19:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-25T19:37:14.257-07:00</updated><title type='text'>Instante</title><content type='html'>Tomo a rosa em minhas mãos e a beijo. Como sendo absorvido, meus segredos se desfazem dentro da flor que me esconde os espinhos. Confidencio dentro da planta meu nome e num instante é aurora. Adentro a flor, como penetrasse minha própria carne. Os espinhos se revelam e fazem brotar sangue de minhas mãos. O instante acaba e é crepúsculo. Uma breve chuva vermelha fecunda o jardim estéril da rosa. Ao redor da planta sei que sou eu a sangria que chora sobre a terra. Enquanto o breu toma conta da garoa que desprende de mim, a morte sussurra ao meu lado e adormece em meus olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3562301522111633793?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3562301522111633793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3562301522111633793' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3562301522111633793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3562301522111633793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/08/instante.html' title='Instante'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4711102726106197026</id><published>2008-08-17T21:16:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T21:17:05.645-07:00</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>O corredor é longo. Frio. Do outro lado há um espelho, onde estou eu. Não é escuro. "Por que o medo?", as paredes perguntam. Eu dou um passo para frente. O espelho recua. Foi uma ilusão, penso. Avanço um, dois, três passos e o corredor fica mais longo. Eu fico mais longe. Começo a correr e o reflexo vai indo embora. Eu paro. Tudo para. As paredes não dizem nada. O frio é longo. Escuro. E o corredor vai se dissolvendo. Eu, lá na outra ponta, aceno, me chamando para fugir. “Eu não posso me mover”, tento dizer. Mas aquele eu nada entende e corre. Aos poucos as coisas vão sumindo. “Por que o medo?”, a pergunta ricocheteia por todos os lados. As paredes parecem agonizar. Não posso me mover. “Por que o medo?”. Já não me vejo mais. E nada parece me ver. O escuro é frio. Longo. “Por que o medo?”. No último instante de fim percebo que eu era o espelho sobre o aparador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4711102726106197026?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4711102726106197026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4711102726106197026' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4711102726106197026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4711102726106197026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/08/medo.html' title='Medo'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8365566402100161645</id><published>2008-08-11T22:41:00.001-07:00</published><updated>2008-08-11T22:41:35.812-07:00</updated><title type='text'>Perigo</title><content type='html'>Ela era uma mulher abnegada e virgem. Fazia suas orações diariamente e sentia-se realizada assim. Vestia-se como quem se cobre, amedrontada. Um dia uma colega do trabalho disse que faria aniversário num “barzinho família” e a convidou. Receosa, ela foi. Chegando lá, logo procurou se sentar de maneira que não olhasse para todo o local. De onde estava via a porta do banheiro. Mas aqui só tem um banheiro? Perguntou para a colega ao seu lado. É unissex, meu bem. Abriu os olhos, assustada, mas fingiu normalidade. Ah... Eu não entro nesse banheiro! Deu-se essa ordem. Observou uma mulher muito grande entrando no banheiro, com um vestido roxo, curtinho, e com nádegas grandes. Teve orgulho de sua roupa discreta e comportada. Pediu uma água à garçonete. As colegas do trabalho conversavam sobre os mais variados absurdos. Falavam de posições eróticas. Achou estar louca ao ouvir a colega aniversariante dizer que gostava de “uma xota peluda”. A moça forte vinha saindo do banheiro. Ela não tinha seios grandes. Observou um volume entre as pernas daquela curiosa mulher. Mas, mas... Abriu os lábios delicadamente e tocou-lhes. Sentiu algo que nunca sentira. Tocou o seio. A garçonete chega com sua água. Ela se levanta e diz que não queria mais nada. Eu vou embora, EMBORA! Sai correndo, sentindo-se violada. Chegou em seu modesto apartamento e se despiu diante do espelho. Olhou-se com pena. Eu estou enlouquecendo. Foi até o criado mudo, pegou seu terço e começou a orar, nua. Pensava no volume da mulher de vestido roxo. Levou o dedo indicador e o médio até o meio de suas pernas. Aquela mulher de ombros largos. Orava com fervor. Aquele rosto que parecia feito à machadada. Gritava suas preces. Aquela, aquela... Virilidade! Ah, ah! AMÉM! Caiu, exausta, ao lado da cama. De alguma forma ela conhecia o paraíso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8365566402100161645?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8365566402100161645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8365566402100161645' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8365566402100161645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8365566402100161645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/08/perigo.html' title='Perigo'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-3948706173887140820</id><published>2008-08-03T19:48:00.000-07:00</published><updated>2008-08-03T19:49:31.210-07:00</updated><title type='text'>Murmúrio</title><content type='html'>O sol se põe, distante e enferrujado. Uma nuvem negra se posta sobre mim. De longe você ri. Um som grave brota da terra e invade o céu. "Trovões", sua boca articula. Uma chuva rala começa a cair. Estendo os braços. Lentamente vou me molhando. Agora é água, onde você fora fogo. Por alguns segundos seu sorriso ameaça desaparecer. O horizonte se torna lilás. "Purifique-se", alguém diz lá atrás. Percebo que existem outras pessoas a minha volta. Olho para você, interrogativo, que me responde assentindo, misterioso. Todos olham para a nuvem negra. Como quisessem desvendar o segredo daquela chuva. Tantas pessoas à minha volta, fecho os olhos e me ajoelho. "Não há ninguém aqui". Você fica sério. Não existe mais horizonte. Percebo que esfriou. As pessoas começam a ir embora. As gotas vão rareando. Penso em caminhar até você. Minhas roupas pesam. Você percebe minha intenção e me encara assustado. Tenho medo. Medo do seu medo. "Mostra-me o mundo dos confins dos seus segredos", murmuro. Você vira as costas e vai embora. A chuva cessa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-3948706173887140820?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/3948706173887140820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=3948706173887140820' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3948706173887140820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/3948706173887140820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/08/murmrio.html' title='Murmúrio'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1050769146199858029</id><published>2008-07-15T13:44:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T13:54:37.514-07:00</updated><title type='text'>De Longe</title><content type='html'>Em algum lugar um estranho nos observa. Ele parece esperar uma atitude errada, mal calculada. Ele parece procurar em mim e em você algo diferente. Ele parece querer dizer que ele está entre nós. Em lugar nenhum, nos observando. E lentamente, oculto, flagrado, eu estendo a minha mão. Você não sabe, mas eu não lhe faria mal algum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1050769146199858029?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1050769146199858029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1050769146199858029' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1050769146199858029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1050769146199858029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/07/de-longe.html' title='De Longe'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-101009821793750796</id><published>2008-07-10T21:37:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T21:55:01.130-07:00</updated><title type='text'>Volta No Quarteirão</title><content type='html'>Um dia eu me cansei de algumas dessas coisas que cansam todo mundo, mas ninguém diz. Aí eu resolvi que sairia nu pela rua. Nu. Me despi diante do espelho, como quem põe uma roupa recém passada, com todo o cuidado. Um vento que não era frio, que não era poesia, tocou meu corpo. Meu corpo denso. Dei um passo e me aproximei de mim mesmo. Encarei o espelho. "Eu sempre me vejo ao contrário do que as pessoas me vêem". uma ruga aqui. Outra ali. Toquei meu pescoço. A barba por fazer, pinicava. Toquei meu pênis. Tímido. Fiquei de lado e me sorri. Caminhei até a porta da sala, com as coisas balançando. Saí. As pessoas olhavam. Algumas riam. Outras, de longe, provocavam maliciosamente. Senhoras viravam os olhos e moviam a cabeça. "Tsc, tsc, tsc". Dei uma volta no quarteirão. Ouvia ofensas. Encorajamentos. Um homem que tinha lá seus 50 anos me parou e disse: "Você não tem vergonha, rapaz?". Disse-lhe que não. Oras, eu não tinha mesmo. "Pouca vergonha", ele disse, achei que fosse me agredir. "O senhor nunca ficou nu", lhe disse. Ele não me respondeu, mas acho que o tocou de alguma maneira. Terminei a minha volta. Entrei em casa e pensei em chorar. Li em algum lugar que homem chorar comove. Mas não consegui. O telefone toca, "Alô?", digo. Uma foz feminina e idosa me diz:&lt;br /&gt;- O senhor é um perfeito cavalheiro.&lt;br /&gt;E desliga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-101009821793750796?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/101009821793750796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=101009821793750796' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/101009821793750796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/101009821793750796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/07/volta-no-quarteiro.html' title='Volta No Quarteirão'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4109219228318221080</id><published>2008-07-04T22:02:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T22:18:25.390-07:00</updated><title type='text'>Ferida</title><content type='html'>Hehehe, você lembra? Eu tinha 13 anos e você 12, talvez 11, seu rosto era redondinho, mas suas intenções eram piores que as minhas, hehehehe. Você falava comigo fazendo graça, sorrindo como quem se entrega, eu estava arisco. Agora eu lhe digo: E-U-N-Ã-O-Q-U-E-R-I-A. Eu subi na árvore, com o fôlego de criança que ainda restava em minha pré-adolescência e você nada entendia. Subimos a rua, buscando um lugar que não tivesse uma árvore para me distrair, aí eu seria seu definitivamente. Sentamos na grama. Olhamo-nos e uma sombra do que seria a vida adulta baixou em nós naquele momento. Eu sabia o que você queria. Eu sabia do que você seria capaz. Então eu tinha medo. Você me atacaria e em nome de algo que fugia ao meu controle eu sucumbiria e me entregaria a contragosto e você se esbaldaria num ato nojento que eu abominaria para o resto de minha vida. Sua mãe aparece de carro. Encara-me ameaçadora, como fosse eu a fera e você a presa. Não ouso lhe sorrir. Você entra no carro, percebo decepção em seu corpo retraído, decepção comigo, com sua mãe que interrompera nosso ato. Você se vira num breve instante para mim, querendo se despedir. Eu forjo uma expressão de pesar, mas interiormente é festa. O carro sai. Sozinho eu caminho para casa, pensando o que seria da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4109219228318221080?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4109219228318221080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4109219228318221080' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4109219228318221080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4109219228318221080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/07/ferida.html' title='Ferida'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6969395995649767804</id><published>2008-06-13T19:24:00.000-07:00</published><updated>2008-06-14T18:57:07.931-07:00</updated><title type='text'>"Fim dos Tempos"</title><content type='html'>O cinema não é frio como antigamente. Não coloco a blusa. Decido por a mochila na cadeira ao lado direito. "Talvez ela chegue", penso. Não chegou. Um cara estranho passa, "Licença" e senta ao meu lado, tive que tirar a mochila. Não nos falamos. Eu nem falo com estranhos mesmo. O filme começa. Mostra uma praça, cheia. Acho lindo os risinhos de fundo no início do filme. Aí descubro que é uma gente "recém-adolescida" sentada logo à frente que o produz. Aí passo a achar feio. Escuto o primeiro "shhhh", la do fundo. Sorrio. Eles param. O cara do meu lado esquerdo aponta para a namorada o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boom &lt;/span&gt;que escapou e apareceu brevemente na cena. Eu não vi. Mas ouço o estalar de lábios dele com a namorada. "Esse cara não vai ficar observando coisas o filme todo, vai?", me pergunto. Sinto vontade de fazer xixi. "Saco, vai ficar o filme todo", quase fico alfito. Vejo mortes repentinas. Gritos. "É esteticamente bonito", reflito. Ah! Um susto!  As crianças lá da frente riem. O casal da esquerda ri. Eu não rio. O cara estranho não ri. Mais "shhhhhhh". O povo se acalma. O filme continua. "Oh, onde está a moça e a menina", penso. "Elas estão na casinha", diz o homem lá de trás. Incoveniente do caralho. Fecho meus olhos. Conto até 5. Escuto a voz dele novamente e "SHHHHHHHHHHHH". Ah... Foi a minha vez, que prazer! Ele se cala. O homem da direita, o estranho, me olha rapidamente. "Ele pode me matar", eu penso. Mas acho que se ele dissesse algo ele me agradeceria. Ele já não é tão estranho assim. Mas tenho a impressão que ele mata pessoas. Já nem tenho certeza se ouvi a voz dele quando me pediu passagem.  O filme prossegue, sem surpresas. Só sustos.  "Um filme B divertido", disse o diretor. É, isso é. O filme acaba. A criançada lá da frente urra. Alguns aplaudem, sardônicos. Outros reclamam. Queriam surpresas. Eu me levanto sem me despedir do estranho e nem do casal apaixonado. Saio do cinema e coloco a blusa, lá fora está frio. Vou embora com a sensação de saudade de toda aquela gente que dividiu um momento comigo, mas que eu nunca mais vou ver. "Talvez eu veja", mas eu não me lembraria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6969395995649767804?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6969395995649767804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6969395995649767804' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6969395995649767804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6969395995649767804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/06/o-cinema-no-frio-como-antigamente.html' title='&quot;Fim dos Tempos&quot;'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-4266769502314921403</id><published>2008-05-25T00:11:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T00:18:12.178-07:00</updated><title type='text'>Eu não sei.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes eu tenho um par de asas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes eu tenho um par de botas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes eu tenho um par de seios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes eu tenho um par.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-4266769502314921403?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/4266769502314921403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=4266769502314921403' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4266769502314921403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/4266769502314921403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/05/eu-no-sei.html' title='Eu não sei.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2487828704103198034</id><published>2008-04-22T09:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-22T10:14:51.415-07:00</updated><title type='text'>Outro Delírio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Bom, contar para vocês quantas vezes eu já tentei fazer isso... Não tem como... Cada dia que acordo fico triste por ainda estar viva... Eu já tomei veneno de rato, me dopei com remédios controlados... Nada parece ser suficiente... Cortei meus pulsos... Ah, não sei mais o que fazer... Até na hora da morte eu fracasso... Por que ainda estou viva? Acho que preciso de ajuda, sei lá... Não posso continuar...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Parei em frente à porta azul, número 11. O marrom da madeira se revelava onde a pintura estava desgastada. Apertei a campainha, duvidando que ela funcionasse realmente. Esperei... Nada. Bati na porta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- BO-CE-TA! – alguém diz no interior da casa. Sorrio, nostálgico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A porta se abre e, lentamente, surge atrás dela um rosto assustado e curioso de mulher.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, é você – ela me diz com falso desdém.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pego suas mãos e as beijo. Procuro uma conhecida em seus olhos, no entanto me deparo com um hostil oco que me atormenta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Entre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Licen...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah! Que isso!? Vai entrando. Senta ali, ó, ali, na poltrona azul. Vou fazer café. Quer café, né? Vou fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela não me deixou responder, há um transtorno em sua fala que não é mais bonito como outrora. Eu me sento na poltrona azul e ela vai até a cozinha, ou a aparte daquele cômodo que contém móveis de cozinha, e começa a me preparar o café. Seu semblante é denso. “Os sorrisos foram sepultados”, eu penso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- HAHAHAHAHAHAHA – ela dispara repentinamente. Olha-me com falsa pena e com um prazer secreto no olhar me diz que não sabe fazer café.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não precisa! Senta aqui, vamos conversar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela se vira com um olhar sensual, balança o cabelo e num charme mofado de anos 50 que ela não viveu, sussurra:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Claro, gato.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Hum... É para eu tirar a roupa? – entro na brincadeira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ui, você que sabe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Rio. Ela se senta no sofá grande, como se estivesse num divã. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quer falar sobre o que? – olha-me como uma criança dispersa e não tenho certeza se seus pensamentos estão naquele lugar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que você tem feito?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela passa o dedo indicador entre os diversos colares que ela está usando. Nada combina. Suas roupas são peças de diferentes quebra-cabeças, porém é como se tudo ali fosse ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Aprendi a fazer crochê, mas café não.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela olha para a janela como se esperasse alguém. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você mora com alguém aqui?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Depende.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Depende?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, moro com todo mundo, sempre dou festas aqui, o pessoal vem, a gente canta, dança, ahahahahaha, todo dia tem alguém diferente dormindo aqui, a minha casa é de todos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olho ao meu redor, a solidão daquele lugar é tão assustadora quanto o ar de loucura daquela mulher. Sinto-me sufocado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você precisa de alguma coisa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seu olhar está na janela, então ela me encara, pela primeira vez eu vejo um vestígio de lucidez. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Está vendo? – aponta a janela. Olho e respondo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Por que não chove mais?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei o que responder. Balanço a cabeça e por pouco não me perco na languidez daquele vidro sujo e da madeira apodrecida da janela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você precisa de alguma coisa? – insisto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela me olha violada, cansada, distante. Levanto-me.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Bom, vou deixar um cheque aqui para você, caso precise de algo, tá?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assinei o cheque e lhe estendi. Seus olhos se abaixaram para o papel assinado e depois procuram meu rosto. “Você acha que é disso que eu preciso”, pude sentir-la perguntar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Até mais ver.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Até... – ela diz, perdendo seu olhar no cubículo, como se houvesse mais alguém ali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sorri-lhe com compaixão e fui embora. Nunca mais a vi.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2487828704103198034?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2487828704103198034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2487828704103198034' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2487828704103198034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2487828704103198034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/04/outro-delrio.html' title='Outro Delírio'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-5945615564705160376</id><published>2008-03-31T21:22:00.000-07:00</published><updated>2008-04-02T20:57:33.315-07:00</updated><title type='text'>Delírio.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ele estava sentado de frente para mim. Entre nós uma mesa recém arrumada para o café que eu lhe oferecia.&lt;br /&gt;- Cinzeiro? - perguntei já sabendo a resposta.&lt;br /&gt;- Por favor.&lt;br /&gt;Em nenhum momento ele ri. Acende o cigarro, charmoso. Sorrio, lembrando-me do passado. "Ah, mas que saco! Eu vou parar, vou parar...". Ele solta a fumaça, como uma dona de bordel faria, alguém que um dia foi muito desejado, mas só restou a soberba. Minto:&lt;br /&gt;- Você está bem.&lt;br /&gt;Ele esboça o primeiro sinal de descontração, mas ainda é cansaço.&lt;br /&gt;- Nunca consegui largar essa praga! - balança o cigarro encenando uma raiva que conheço de anos.&lt;br /&gt;Olho-o nos olhos. A mesma luz escura. Mas é tudo diferente.&lt;br /&gt;- Ah, você nunca quis realmente... - provoco. Ele percebe e uma sombra do passado passa por seu olhar. Ele, finalmente, ri, com a maldade deliciosa de sempre:&lt;br /&gt;- Hahaha, o que mais eu nunca quis? - agora é ele quem provoca.&lt;br /&gt;- Não sei... Mas você sempre pareceu ter o que sempre quis.&lt;br /&gt;Ele assopra a fumaça, tentando fazer bolinhas. Nunca conseguiu. Adquire um ar amargurado e me encara. Rio.&lt;br /&gt;- É para eu chorar?&lt;br /&gt;- Hahaha, o quê? O olhar não convence? - suga a nicotina com prazer.&lt;br /&gt;- Você era capaz de me convencer de muitas coisas.&lt;br /&gt;Ele fica quieto. Amassa o cigarro com delicadeza, num ritual.&lt;br /&gt;- Foi difícil te achar, sabe?&lt;br /&gt;- Você quem sumiu - rebato.&lt;br /&gt;Eu não tinha raiva. Sumira da minha vida como quem nunca desejou estar nela. Outras pessoas sofreram mais. Entretanto eu nunca o esqueci.&lt;br /&gt;Acende outro cigarro e o sorve com sofrimento cinematográfico.&lt;br /&gt;- E os outros?&lt;br /&gt;- Morreram.&lt;br /&gt;Ele me encara, incrédulo. Debocho:&lt;br /&gt;- Hehehe, alguns casados, outros no exterior... Estão bem.&lt;br /&gt;- Que bom, que bom... - se perde no vazio.&lt;br /&gt;- E o que você fez durante esses anos?&lt;br /&gt;- Só merda.&lt;br /&gt;- Nossa... Mais café?&lt;br /&gt;- Não, obrigado. A vida foi filha-da-puta comigo.&lt;br /&gt;- Com todos nós, querido, todos nós...&lt;br /&gt;- Posso ir ao banheiro?&lt;br /&gt;- Claro! É aquela porta à esquerda.&lt;br /&gt;Ele caminha até a porta e se tranca. Fecho os olhos e penso: "Ainda não entendo o que eu sinto por ele". Raiva? Compaixão? Medo? Desejo? Desprezo? Olho sua mala puída. Não resisto. Dentro uma biografia de Wassily Kandinsky, uma blusa dobrada e... Uma arma! Escuto a descarga. Volto para minha cadeira rapidamente. Ele sai e caminha em minha direção.&lt;br /&gt;- Obrigado pelo café.&lt;br /&gt;"Obrigado você, pela companhia", penso em dizer, mas é tarde demais para isso.&lt;br /&gt;- Disponha. Foi bom rever você depois de vinte anos!&lt;br /&gt;- É... - se entristece - Tenho que ir, é tarde.&lt;br /&gt;Acompanho-o até a porta. Procuro seu olhar novamente. Ele sempre foi tão frio. Por um momento é quente, como se ele se desculpasse por algo que me fez sem saber. Aperto a sua mão. "Poderia ser um abraço", lamento.&lt;br /&gt;- Adeus.&lt;br /&gt;- Deus... - Ele me diz, e vai embora.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-5945615564705160376?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/5945615564705160376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=5945615564705160376' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5945615564705160376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/5945615564705160376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/03/delrio.html' title='Delírio.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-6037376908084590878</id><published>2008-03-30T22:56:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T23:07:26.538-07:00</updated><title type='text'>Fade In</title><content type='html'>Sou todas as direções do vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-6037376908084590878?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/6037376908084590878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=6037376908084590878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6037376908084590878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/6037376908084590878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/03/fade-in.html' title='Fade In'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-7956839266535094402</id><published>2008-03-20T20:58:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T21:22:39.086-07:00</updated><title type='text'>Looking In</title><content type='html'>Fui ver a peça H.E.R.Ó.I.S.&lt;br /&gt;Seria piegas eu dizer que a palavra que ficou é "superação". Mas é, até certo ponto. As personagens superam obstáculos, mas é tudo em torno da desesperança. É triste. Você vai descendo para o local mais fundo do Centro Cultural São Paulo e sai de lá com a sensação de que correntes estão amarradas ao seu calcanhar. Pesa. Seja pela irrealidade, pela loucura de um homem encarcerado e nas vésperas de uma rebelião, sonhos pisados, um homem esquecido (que a platéia é convidada a prestar atenção, a iluminar algo que a sociedade colocou à margem), louco e, acima de tudo, lúcido. Seja pelo homem cego que espera alguém que ele ama. Sarah. Com H no final. Um homem que espera, espera... E a cegueira provoca, em algum momento aquele sentimento cruel de piedade. Ah, mas tinha a superação, e na peça a única representação de medo é de alguém da platéia que foi privado da visão por instantes. Você sobe as escadas e um pouco de você fica lá em baixo. Nas masmorras. E a masmorra é um pouco dentro de você. E num dado momento toca uma música conhecida, mas que você nem sabe o nome. E de alguma forma você tem certeza que "navegou no barco pirata", e isso é único.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-7956839266535094402?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/7956839266535094402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=7956839266535094402' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7956839266535094402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/7956839266535094402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/03/looking-in.html' title='Looking In'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-1674511136186586472</id><published>2008-03-16T21:47:00.000-07:00</published><updated>2008-03-17T21:01:44.341-07:00</updated><title type='text'>Via Crucis</title><content type='html'>"Nós, que estamos vivos, neste momento, somos apenas uma parte infinitesimal de algo que existe há uma eternidade e continiará a existir, quando não houver mais nada servindo como prova de existência da Terra. Entretanto, precisamos sentir e acreditar que somos tudo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Liv Ullmann, em "Mutações")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguém. É como se eu estivesse eu sua casa, vazia. Essa pessoa não está lá. Mas eu sinto cheiros. Ecos mudos de torneiras, talheres, cobertores. Tudo que me vem é longe dali. Percebo a vida em instantes de sentimentos que me é permitido, mas logo me é privado. Vive uma mulher aqui, posso concluir. E me apaixono. Tocaria sua boca. Olharia em seus olhos. Suspiraria. Ficaria em silêncio. Nu. Não me atreveria a dizer o que quero. Diria seu nome, apenas. E em pouco tempo tudo seria passado. Ela me deixaria algo feroz e ingênuo martelando meus pensamentos. Eu não saberia o que fazer com isso. Seria bom, tão bom quanto repetir seu nome no escuro sem resposta. Na casa vazia há alguém. E não há. Saio daquele lugar. Algo em mim muda. Caminho pela calçada com pressa de lugar nenhum. Uma mulher vem em minha direção e me confidencia ao pé do ouvido: "A gente morre às vezes". E não sinto nada. Só quero viver outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-1674511136186586472?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/1674511136186586472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=1674511136186586472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1674511136186586472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/1674511136186586472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/03/via-crucis.html' title='Via Crucis'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-8229520355129135714</id><published>2008-03-05T20:38:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T21:43:27.334-08:00</updated><title type='text'>Mesmos</title><content type='html'>"Adeus"&lt;br /&gt;Há um silêncio ao redor dessa palvra.&lt;br /&gt;Algo frio, só, algo imposto em nossa lembrança.&lt;br /&gt;Há medos.&lt;br /&gt;"Adeus"&lt;br /&gt;Medo da falta que fará quem dizer isso no olhar,&lt;br /&gt;Como um segredo, que você não revelaria.&lt;br /&gt;Medo da mesma pessoa que se foi e ainda está aí.&lt;br /&gt;"Adeus"&lt;br /&gt;Medo de tudo que não foi dito, mas que ecoará eternamente dentro de você.&lt;br /&gt;Uma voz canta "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;goodbye, my lover, goodbye, my friend&lt;/span&gt;"...&lt;br /&gt;Quase rio, não consigo me emocionar.&lt;br /&gt;"Adeus"&lt;br /&gt;Eu tento ver.&lt;br /&gt;É tão alto que eu gritaria, me surpreendo.&lt;br /&gt;Mas eu não digo nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-8229520355129135714?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/8229520355129135714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=8229520355129135714' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8229520355129135714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/8229520355129135714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/03/mesmos.html' title='Mesmos'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-2002670840975814886</id><published>2008-03-01T21:31:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T21:39:39.612-08:00</updated><title type='text'>Redores</title><content type='html'>Alguém que a todo momento lhe diz:&lt;br /&gt;"Longe demais, longe demais...".&lt;br /&gt;Você procura alguma maneira de se aproximar.&lt;br /&gt;Você Olha. Você pede. Você apenas gostaria... Poderia...&lt;br /&gt;"É impossível" - Alguém traga seus sonhos.&lt;br /&gt;Sorrisos breves. Olhar furtivo.&lt;br /&gt;"Longe demais, longe demais".&lt;br /&gt;Você tenta acreditar. Se aproximar...&lt;br /&gt;Mas alguém impede. E você acreditaria.&lt;br /&gt;"Im-pos-sí-vel" - Baforam ao seu redor.&lt;br /&gt;A todo momento alguém lhe diz que&lt;br /&gt;Não era para você estar ali. Não era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-2002670840975814886?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/2002670840975814886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=2002670840975814886' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2002670840975814886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/2002670840975814886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/03/redores.html' title='Redores'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-965084107124093298.post-38079550063750711</id><published>2008-02-28T22:35:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T22:37:48.328-08:00</updated><title type='text'>O Sopro.</title><content type='html'>Pelo perdão dos que falam e não são ouvidos, dizei: Amém!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/965084107124093298-38079550063750711?l=osilencionu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osilencionu.blogspot.com/feeds/38079550063750711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=965084107124093298&amp;postID=38079550063750711' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/38079550063750711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/965084107124093298/posts/default/38079550063750711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osilencionu.blogspot.com/2008/02/o-sopro.html' title='O Sopro.'/><author><name>Dario Duarte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08908606453472577139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-IncvFh71NVI/TshlEBpJnHI/AAAAAAAAAJk/mFq7x6k7EN0/s220/Dario.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
